HGCA cria dificuldade para acesso do Comitê Contra COVID19

HGCA cria dificuldade para acesso do Comitê Contra COVID19

Após a primeira tentativa de acesso, no início do mês de maio, o Comitê de Enfrentamento à Covid19; retorna ao Hospital Cleriston Andrade, na última terça-feira, 19 de maio, pela manhã. O SindsaúdeBa e o SEEB para o trabalho de visita técnica e dialogar com os profissionais da saúde sobre o dia a dia, EPIs e as angustias que aflige a todos neste momento de Pandemia.

Após muitos e-mails, áudios de aplicativos e muitas marcações on line no instagram do SindsaudeBa (@sindsaudeBahia) o Comitê de Enfrentamento à Covid19 foi a unidade constatar sobre os fatos e dialogar com a diretoria, coordenação e servidores.

Recebidos com muita cordialidade pelos profissionais da recepção, coordenação de enfermagem e os seguranças da unidade, a equipe ficou por 40 minutos conversando com a coordenação de enfermagem que relatou o dia a dia da unidade, as demandas crescentes, o esforço coletivo de todos e as dificuldades que enfrentam como todo grande hospital.

No entanto, antes de entrar para visita in loco, após diversas visitas em Salvador e interior, o Comitê de Enfretamento ContraCovid19 foi impedida de seguir para procedimento de rotina simples, comum e realizada em todos os maiores hospitais da capital, sendo o Hospital Geral Cleriston Andrade, o único a criar problema, dificuldades e dizer que existia um protocolo interno que não permitia fotografar. A única pergunta que surge é: por que o HGCA não quer autorizar um procedimento padrão? – O que se esconde entre as paredes internas?

Durante todo o diálogo, a equipe do Comitê enviava para outra equipe em Salvador relatos do que estava se procedendo. O diretor-médico da instituição, Paulo Rabelo, não queria deixar ter acesso à unidade de saúde e com muita falta de humildade e empatia pelos colegas de saúde, exigia de forma grosseira, “vou chamar a polícia, você não vai entrar nesta unidade!”, no corredor, como mostra a foto abaixo.

Após muito enfrentamento, SindsaúdeBa e SEEB entraram na unidade, sob forte ameaça do diretor, que mostrava-se irritado, nervoso e absolutamente preocupado com o quê?- a grande pergunta do comitê.

No final do corredor, segurança, advogada, assessoria de comunicação esperava a equipe do Comitê no intuito de intimidar ou barrar o acesso.  Por quê?

Após apresentar o documento do Ministério Público do Trabalho, onde não acataram mesmo apresentando, só após muita discussão e uma ligação direta, o acesso foi “autorizado”.

A visita resultou em várias observações e imagem que serão entregues ao ministério público. O fato foi comunicado ao Conselho Estadual da Saúde, pela falta de comprometimento da unidade e do único profissional que negava a entrada.

Os casos da Covid19 entre  profissionais da área de enfermagem, técnicos e administrativos das unidades de saúde, especialmente hospitais de Salvador e de grande porte, estão crescendo assustadoramente e terão que ser afastados de suas atividades por causa da Covid-19. De acordo com a da diretora de Sindicato dos Enfermeiros da Bahia Tatiane Araujo. Ela esteve no Hospital Geral Clériston Andrade acompanhando a presidente do Sindsaúde, Ivanilda Brito, para verificar as condições de trabalho dos Servidores da unidade neste momento de pandemia.

Segundo Tatiane Araújo, que é integrante do Comitê de Controle da Covid-19, mais de 70 profissionais de enfermagem foram afastados por causa da doença. Já com relação aos profissionais de saúde, incluindo outras especialidades, ela informa que o número de contaminados já chega a 1.063 em toda a Bahia.

“É um número muito preocupante, pois isso significa que as condições de segurança e trabalho estão frágeis e esses trabalhadores estão se contaminando. Mas nas unidades de saúde que já visitamos, a maioria tem dado o atendimento devido, tem feito a testagem e afastado os profissionais com resultado positivo para a covid-19”, afirmou.

A presidente do Sindsaude, Ivanilda Brito, o objetivo da visita ao HGCA foi verificar como está o fluxo de entrada de pacientes com covid-19 e como está a disponibilidade e uso dos EPIs para os trabalhadores, além de conferir as dezenas de e-mail que recebemos dos servidores sobre desde a falta de EPIs as dobras de plantões.

“Diante dessa crise que estamos vivendo tem todo um protocolo a ser seguido, então estamos verificando como está o leito do paciente, os espaçamentos na recepção de um paciente para o outro. Aqui no Clériston não vimos nada fora do padrão, tudo está conforme o preconizado pelo Ministério da Saúde e nos perguntamos o porquê tanta resistência e agressividade por parte do diretor em não querer abrir as portas, onde vamos ajudar a seguir as normas e o resultado disso é na ponta: menos óbitos é simples, todos juntos se ajudando”, informou Ivanilda.

Fotos externa do HGCA:

– mato tomando conta da unidade.

– com vários pontos de coletas de lixos, as pessoas faltam conscientização.

– deposito na área externa.

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