Servidores da Saúde decidem manter estado de greve com paralisação de 72h

Servidores da Saúde decidem manter estado de greve com paralisação de 72h

Na assembleia geral realizada nesta quinta-feira (23), o Sindsaúde Bahia decidiu manter o estado de greve e realizar mais uma paralisação de 72h, nos próximos dias 27, 28 e 29 de maio. A mobilização é contra o reajuste salarial linear de 4% proposto pelo governo. A presidente do sindicato, Ivanilda Brito, expôs mais uma vez que os servidores e servidoras da Saúde não estão satisfeitos com a proposta, especialmente após a reunião com o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), que não trouxe avanços significativos nas negociações.
“A gente tem mostrado para este governo, que nós podemos incomodar. Estas ações que estamos realizando, na capital e no interior, tem surtido efeito… A gente tem que deixar claro para todos que, sem unidade, sem o fortalecimento da nossa categoria e da nossa entidade, nós não podemos garantir uma luta. A gente tem que manter esta unidade. Manter a entidade fortalecida!”, acrescentou o diretor Leandro Lino.
“A gente tem que valorizar o que tem sido feito até aqui. É mais de um mês de mobilizações e paralisações. Estamos fortalecendo o nosso sindicato! A gente precisa analisar a força que a gente tem e o que a gente tem para conquistar. Não vamos nos perder em críticas. Há críticas que são destrutivas… vamos aproveitar este momento de luta e mobilização para avançar.”, defendeu a Delegada à Federação, Aladilce Souza.
“Não se faz luta com desrespeito à entidade sindical. Quando eu fragilizo a entidade, eu me fragilizo e fragilizo a luta de toda uma categoria. A maior representação da classe trabalhadora é o movimento sindical. Eu vou defender isto sempre. Precisamos manter a lutar forte.”, acrescentou Ana Carina, secretária do Sindsaúde Bahia.
Na reunião com o deputado Rosemberg Pinto, líder da maioria na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), foi comunicado que o governo mantém a proposta de um reajuste linear de 4%, que deve ser votada na próxima terça-feira. Os servidores, porém, consideram o aumento insuficiente e seguem firmes na rejeição ao projeto.
“Temos sofrido ao longo do tempo uma ampla desvalorização. Nós fomos à reunião com o deputado Rosemberg com a expectativa de que houvesse um aceno diferenciado. Isto não aconteceu. O governo não mudou a posição dele, então é importante que tenhamos um ato firme na próxima terça-feira. A gente tem que continuar nesta luta e até nos anteciparmos para o ano que vem”, pontuou o diretor Dijalma Rossi.
“Eles estão irredutíveis quanto ao nosso reajuste. Infelizmente o reajuste, nessa modalidade, não representa ninguém. Nós precisamos confrontar o governo. Nós estamos aqui, alicerçados, junto ao sindicato, para fazer o crescimento deste movimento. Este não é o momento de recuarmos. Então devemos, unidos, manter o estado de greve. A gente só vai vencer se nos posicionarmos de forma incisiva contra este governo”, disse a servidora Emanuele , que também participou da reunião com o deputado.
A principal reivindicação dos servidores é um reajuste salarial de 10%, diante das consideráveis perdas econômicas que a categoria sofreu nos últimos oito anos.
Durante a assembleia, Ivanilda Brito destacou que a saúde foi um dos setores mais afetados, com salários corroídos pela inflação e pela falta de reajustes compatíveis com o aumento do custo de vida.
Após os debates sobre os encontros com o deputado e representantes do governo, os servidores votaram pela continuidade do estado de greve e a paralisação por 72 horas. A categoria planeja uma grande mobilização em frente à ALBA na próxima terça-feira, quando ocorrerá a votação do reajuste proposto pelo governo do estado.
“O momento é nosso. A luta é nossa. A responsabilidade também é nossa, como servidor. Então vamos à luta e consertar o que ainda dá. É importante estarmos na Assembleia na próxima terça-feira. A gente tem que estar lá para ver e reagir a tudo isto. É importante esta pressão! Temos que fazer uma nova assembleia para fortalecer esta questão da greve”, pontuou a servidora Patrícia César.
“A saúde pública da Bahia depende desses profissionais e é inadmissível que continuemos a trabalhar em condições salariais tão precárias. Vamos continuar em estado de greve até que nossas reivindicações sejam atendidas”, afirmou Ivanilda Brito.
Uma nova assembleia está marcada para a próxima quarta-feira (29), às 15h, em formato híbrido.

 

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