“Queremos um dialogo e que garanta nossos direitos, não queremos falas, nós queremos atitudes”, disse Ivanilda.

“Queremos um dialogo e que garanta nossos direitos, não queremos falas, nós queremos atitudes”, disse Ivanilda.

Manter um diálogo permanente com os trabalhadores, através das entidades e das centrais sindicais, foi um dos compromissos assumidos pelo candidato ao governo baiano Jerônimo Rodrigues (PT), ao receber um documento com as reivindicações das principais centrais sindicais da Bahia: CTB, CUT, UGT, Força Sindical, FCB e NCST.

O ato aconteceu na noite desta segunda (12), no Comitê do candidato em Salvador. Cerca de 500 sindicalistas participaram do evento, que teve a presença do sendador Otto Alencar; do candidato a vice, Geraldo Júnior; dos deputados federais Daniel Almeida e Alice Portugal, ambos do PCdoB; de deputados estaduais; de vereadores e candidatos ligados ao movimento sindical.

“No dia 2 de outubro, o nosso povo vai decidir sobre que Brasil e que Bahia quer para dar um futuro promissor aos nossos filhos. Esse é o time de Lula, Jerônimo e Otto, que construiu o programa de governo ouvindo as pessoas em várias cidades baianas. Agora, recebo esse documento das centrais sindicais e, certamente, o que não estiver contemplado em nosso programa, vamos acrescentar. Além disso, vocês terão um governador que vai dialogar sempre com as entidades sindicais”, afirmou Jerônimo.

Para a presidenta da CTB Bahia, Rosa de Souza, o encontro com o petista foi muito positivo. “A decisão do movimento sindical de fazer esse ato é por compreendermos que é a melhor opção para a classe trabalhadora. Lula e Jerônimo são oriundos das lutas sociais e com trajetórias de compromo issos com as causas populares. Sabemos que governos democráticos possibilitam mais conquistas para quem mais precisa do Estado e de políticas públicas. É muito positivo ele acolher nossas propostas e se comprometer em construir uma gestão dialogando com os diversos setores da sociedade”, destacou.

Para Ivanilda Brito presidente do Sindsaúde Bahia tem que respeitar os servidores públicos (grupo saúde). “Queremos um dialogo e que garanta nossos direitos, não queremos falas, nós queremos atitudes. Isso que esperamos do candidato, que é servidor da universidade, então sabe o quando todos nós estamos sofrendo, principalmente os sesabianos”.

 

O DOCUMENTO NA ÍNTEGRA

Documento das centrais sindicais na Bahia para o candidato Jerônimo Rodrigues

Com o entendimento de que o momento político difícil no Brasil exige posições sobre qual o melhor caminho para a classe trabalhadora e o povo brasileiro e da Bahia, as centrais sindicais na Bahia (CUT, CTB, UGT, Força Sindical, Nova Central Sindical, CSB) compreendem que a melhor alternativa para o governo do Estado é a candidatura de Jerônimo Rodrigues, candidato da Coligação Pela Bahia, Pelo Brasil.

Assim, entregamos o documento do movimento sindical e da classe trabalhadora da Bahia, com bandeiras importantes para garantir o desenvolvimento econômico do estado com a valorização do trabalho:

1) Como princípio geral, defendemos o Trabalho Decente, nos termos da OIT (Organização Internacional do Trabalho), como indutor de trabalho produtivo e de qualidade, com proteção social, eliminação de todas as formas de discriminação e erradicação de todas as formas de trabalho forçado e do trabalho infantil;

2) Valorização e fortalecimento dos serviços públicos e dos servidores com: mesa de negociação permanente mediada pelas centrais sindicais, reajustes salariais anuais acima da inflação,  realização de concurso públicos para as áreas de saúde, educação, segurança pública e outras, extirpar a existência de contratações via REDA,  reavaliar as politicas e práticas do PLANSERV visando melhor atender os servidores e servidoras,  Elaboração de um novo regime previdenciário para os funcionários do Estado;

3) Instituição do salário mínimo regional, acima do salário mínimo nacional;

4) Políticas públicas específicas para mulheres, população negra, juventude, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência, gerando trabalho e renda, e eliminando as desigualdades de acesso ao mercado de trabalho;

5) Enfrentamento ao processo de desindustrialização  com investimentos  na atração de  empresas do setor da indústria de transformação, como também nos setores do comércio, da agricultura e de serviços para a Bahia, como forma de ajudar o nosso desenvolvimento econômico e a geração de empregos;

6) Implementar políticas públicas de inclusão social através do esporte e da cultura. Para isso, o governo de Jerônimo Rodrigues e das forças aliadas devem criar programas estaduais similares ao Segundo Tempo, Pelc (Programa de Esporte e Lazer da Cidade) e Ponto de Cultura;

7) Para melhorar a inserção de jovens e adultos no mercado de trabalho, consolidar as políticas públicas de Educação Profissional e Tecnológica articuladas a nível nacional ao Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda (SPETR) e ao Sistema Nacional de Educação, com fortalecimento dos mecanismos de controle social;

8) Restabelecer o papel do Estado como indutor da economia baiana, por meio de políticas públicas e de proteção social, com a reversão das privatizações( BA) e fortalecimento dos serviços públicos em todos os níveis;

9) Defesa do meio ambiente, combate às queimadas e desmatamentos, proteção das florestas e das águas, amparando e apoiando os povos originários que nelas vivem e produzem de forma ambientalmente sustentável;

10) Reformulação do Conselho de Desenvolvimento da Indústria e Comércio nos marcos da SDE incluindo serviços e a participação ativa dos atores sociais;

11) Agricultura familiar
– Fortalecer a intersetorialidade entre as secretarias do estado na implementação de políticas voltadas para a agricultura familiar. Firmar convênios com associações, cooperativas ou sindicatos de trabalhadores rurais e agricultores e agricultoras familiares, para potencializar o trabalho que essas organizações desenvolvem;

– Atualização e implantação da Política Estadual de Agricultura Familiar, ampliando os recursos para apoio e fomento do setor, estruturando e assegurando os processos desde produção, beneficiamento, distribuição, financiamento e comercialização;

– Fortalecer a política estadual de Assessoria e Assistência Técnica e incubação de trabalhadores e trabalhadoras rurais, reconhecendo e valorizando a realidade e  características da Economia Solidária e as tecnologias sociais apropriadas ao seu desenvolvimento;

– Ampliar as cotas do Programa Garantia Safra fomentando 50% do percentual dos agricultores familiares e dos municípios, atuando simultaneamente com a de Assistência Técnica e Extensão Rural na assessoria das famílias elegíveis e inscritas no Programa visando implementação e realização de atividades geradoras de renda e diversificação produção;

– Proporcionar edital de chamada publica através do programa Bahia Produtiva, para implantação de projetos de energias renováveis para agricultura familiar;

12) Atuar em conjunto com o governo federal em ações de fomento das atividades industriais de Energia renováveis, Petróleo e Gás,retorno das atividades da Petrobras e a reestatização da Refinaría Landufo Alves na Bahia, além da retomada das atividades  do estaleiro naval de São Roque do Paraguaçu;

13) Compromisso do Estado com parcerias estratégicas internacionais, tendo em vista os investimentos, trocas comerciais, complementação produtiva aproveitando o conteúdo local e acordos de cooperação técnica que visem gerar empregos, renda, desenvolvimento e que possibilitem, a médio e longo prazos, a detenção e criação próprias de tecnologias voltadas para as mais diversas áreas de interesse da coletividade, sempre respeitando as medidas ambientais e a população baiana;

14) Recolocar o trabalho no centro do projeto de desenvolvimento estadual. Sendo o estado responsável pelo desenvolvimento,sustentável, com inclusão social, redução das desigualdades, valorização do trabalho e dos salários, geração de empregos e renda com oportunidades iguais para todos e todas;

15) Incentivar o fortalecimento da Economia Solidária em todo território do Estado da Bahia desenvolvendo políticas públicas estaduais de financiamento;

16) Estabelecimento de uma mesa permanente mediada pelas Centrais Sindicais com a finalidade de fomentar a geração  de  trabalho, emprego e renda e o desenvolvimento econômico  e social do Estado.

Salvador-BA, 12 de setembro de 2022

CUT Bahia
CTB Bahia
UGT Bahia
Força Sindical Bahia
NCST-Nova Central
CSB

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