Paralisação e Manifestação marcam a luta pelo Piso da Enfermagem sem incorporar a GID

Paralisação e Manifestação marcam a luta pelo Piso da Enfermagem sem incorporar a GID

A assembleia decidiu e o Sindsaúde Bahia cumpriu. Na manhã desta segunda-feira (25), a entidade mobilizou servidoras e servidores públicos da Enfermagem para uma paralisação de 12h com manifestação de advertência em frente à Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab).

Com cartazes, faixas, apitos, panelas e carro de som, o movimento exigiu que o piso seja pago a ativos e aposentados, sem usar a GID como complemento.

“A GID é variável e não pode incorporar como piso. É importante a presença da categoria para pressionar PGE, Sesab e Saeb a cumprir a lei do Piso Salarial sem artifícios que prejudicam a remuneração da categoria. Hoje é uma advertência, mas intensificaremos ações mais prolongadas”, afirmou Ivanilda Brito, presidenta do Sindicato.

Ivanilda Brito – Presidenta Sindsaúde Bahia

Segundo a dirigente, o piso é vencimento básico. “Não aceitamos o somatório de gratificações para chegar ao seu valor, muito menos considerar a carga horária de 44h semanais para o cálculo de valores do piso. O Estado estabelece a carga horária de 30h e extensão para, no máximo, 40h semanais, com o acréscimo de 50% do salário base”, esclareceu Ivanilda.

Outra decisão da assembleia que o Sindsaúde Bahia encaminhou foi a elaboração de um documento para Sesab e a Saeb, solicitando informações sobre o repasse dos recursos para o pagamento do piso salarial, com informações sobre os valores que estão sendo destinados e entidades beneficiadas, respectivamente.

Após 2 horas de forte manifestação embaixo de sol desgastante, representantes chamaram uma comissão para a mesa de negociação. Os diretores do Sindsaúde Bahia, com objetivo de proporcionar ainda mais transparência e fornecer informações referentes ao pagamento do piso salarial para a enfermagem, cobraram da secretária onde existe tal documento que prova que a GID não é variável. “Não existe nenhum documento que prove tal informação. É o governo que está usando de forma errada e prejudicando todos (as). São famílias inteiras sendo prejudicadas pela inconsequência dessa maldade”, pontuou diretora Dart Clair.

A reunião aconteceu na sede da SESAB, durou certa de 4 horas, e ficou acordado que até sexta-feira, 29 de setembro, seria passada uma data da reunião para dar retorno ao pleito e parecer da PGE após análise do documento jurídico apresentado pelo Sindsaúde Bahia.

A vice-presidente do Sindsaúde Bahia, Tereza Deiró, detalhou sobre a GID e a incoerência praticada pela secretaria e classificou como maldosa. “A GID não é fixa, cada servidor (a) recebe diferente, não vamos aceitar isso. Por isso, o sindicato sempre cobrava uma mesa de negociação para justamente não acontecer esse descaso com os servidores públicos por todo Estado”, pontuou a vice-presidente.

“Desde os primeiros debates sobre Piso da Enfermagem, chamamos o governo para dialogar, nunca abriram as portas, foi necessário essa primeira manifestação para provarmos que o serviço público da saúde precisa ser olhado com mais respeito. A GID é um direito conquistado, não é fixa, ela é variável, por isso, essa luta tem que continuar por todo Estado. O Piso é lei e a GID, ela não é fixa”, pontuou a diretora intersindical, Aladilce Souza.

Em seguida, representantes da reunião foram até o estacionamento onde milhares de servidores (as) públicos (as) ativos e aposentados esperavam o fim da reunião. [Vejam vídeo completo no link do Instagram @sindsaudeBahia]

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