LIVE DEBATE O PIOR MOMENTO DA PANDEMIA PARA OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
A Bahia, como todo o país, está sob o efeito da segunda onda da Covid-19. Como resultado, o aumento da taxa de contaminação, do número de internações, com mais de 85% dos leitos ocupados em todos o estado e também o crescimento de mortes. Como consequência, a sobrecarga dos trabalhadores de saúde.
Um ano depois do registro do primeiro caso da Covid, este é o pior momento da pandemia no estado, que bate recordes de casos e mortes. No último boletim, divulgado pela Sesab, no dia 09 de março, foram registrados 4650 novos casos da doença, o que elevou para 720.068 casos confirmados desde o início da pandemia., no dia foram 103 No estado, 12.735 pessoas já perderam a vida para o coronavírus.
Dos mais de 720 mil infectados, pelos menos 43 mil são profissionais de saúde, que neste momento têm que dividir a grande carga de trabalho com o medo de contaminação, estresse físico e emocional.
Para entender, melhor este cenário, e buscar caminhos para superar este momento, o Comitê Baiano Vacina no Sus Já, realiza nesta quinta-feira (11), às 7 da noite a Live Pior Momento: A realidade dos profissionais de Saúde no agravamento da pandemia. As Diretoras do Sindsaúde Bahia, Dart Clair e Edilce Paixão participam como convidadas.
“Com o aumento da pandemia, nós profissionais da área de saúde estamos mais expostos ao risco de contaminação pelo coronavírus. Temos enfrentado muitos desafios, como sobrecarga no sistema de saúde, dobras de plantões recorrentes por déficit de profissionais e uma grande exaustão física e emocional. Temos a necessidade de sermos respeitados com nossos direitos garantidos e melhores de trabalho, para que possamos ter condições dignas para salvar vidas”, relatou a diretora de Comunicação Dart Clair.
Dart, que é técnica de enfermagem no Hospital Clériston Andrade, em Feira de Santana, defende que é necessário reforçar as normas de saúde e segurança no trabalho para preservar a saúde dos profissionais na linha de frente e que os gestores tenham um olhar sensível ao momento que os profissionais estão vivendo e ofereçam melhores condições de trabalho.
Para a editora Edilce, este é um momento de tensão para todos os trabalhadores da área da saúde, pois estão na linha de frente lidando com algo novo. Ele diz que existiam precariedades no setor que se escancararam diante da pandemia. Mesmo com os governos estaduais e municipais buscando acertar, está difícil suprir tais carências. Entretanto nós, profissionais, colocamos a empatia na frente e cuidamos do outro.
“Estamos num momento difícil da pandemia, onde se faz necessária medidas mais extremas como: convocar profissionais que prestaram concursos públicos, que ficaram um pouco a baixo da linha de corte (do limite das vagas) para desafogar o quantitativo; intensificar campanhas de conscientização e empregar medidas restritivas com multas para quem viola as mesmas”, concluiu a Edilce.