Visita de Jorge Solla nas unidades para coibir “faltas abusivas” causa estranheza ao Sindsaúde-Ba

Foto: GOVBA
As recentes fiscalizações feitas pelo secretário da saúde, Jorge Solla, nas unidades de atendimento do estado, com o objetivo de verificar o cumprimento de serviço dos servidores, tem causado estranheza à diretoria do Sindsaúde-Ba. Para o sindicato, os gestores ocupantes de cargos de direção, coordenação e chefias, sempre baseados nas Leis que regem os direitos e deveres, devem conduzir de forma correta a gestão dos servidores de suas unidades, dando conta de tal tarefa. Caberia, portanto, a preocupação da SESAB com investimentos, para uma verdadeira política de valorização dos trabalhadores, num projeto amplo de educação permanente.
O Sindsaúde-Ba e os servidores acreditam que visitas do secretario da Saúde nas unidades sejam muito bem-vindas no sentido das providências quanto à superlotação e as péssimas condições de trabalho e de atendimento à população.
O Sindsaúde-Ba está atento ao processo de implantação dos cartões de ponto eletrônico nas unidades de saúde. É grande preocupação do sindicato e dos servidores, a criação de banco de horas que retira direitos dos trabalhadores, como o pagamento de hora extra (extensão de jornada para 240 horas).
A realização de concurso Público para todas as categorias, inclusive para a área administrativa, é uma das pautas que o sindicato perseguirá para este ano de 2013. O Sindsaúde-Ba teme ainda, que as visitas realizadas pelo secretário, e veiculadas pela mídia, venham servir de argumentação para fortalecimento das privatizações, o que já vem ocorrendo em muitas unidades públicas.
Rosana Bezerra
Compartilho com a preocupação da Diretoria do SINDSAUDE-Ba com relação a essas visitas do gestor do SUS estadual aos hospitais da rede pública, pois é plenamente possível que façam parte da estratégia de privatização da saúde no Brasil e na Bahia. Gostaria de expressar minha opinião sobre o que estamos assistindo no SUS, mas deixo com vocês o endereço do Centro Brasileiro de Estudos da Saúde-CEBES, para que leiam um artigo da pesquisadora Lígia Bahia. Também compartilho outro artigo de outra pesquisadora do SUS, Sônia Fleury, sobre o processo de privatização.
http://cebes.org.br/internaEditoria.asp?idConteudo=4062&idSubCategoria=30
http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=1267
A política para os trabalhadores da saúde é a precarização de vínculos, via terceirizações; estímulo a jornadas parciais de trabalho, ao invés da dedicação exclusiva, como define a lei 8080/90 e incentivo ao mercado na saúde. Mas o que estamos mesmo fazendo para transformar essa situação?