Super Live nacional do Sindsaúde define ações para pagamento do piso da Enfermagem

Super Live nacional do Sindsaúde define ações para pagamento do piso da Enfermagem

Uma Super Live Nacional dirigida pelo Sindsaúde Bahia na noite de  terça-feira (5) debateu os próximos passos para o cumprimento da lei do piso da enfermagem no Brasil. Condutora do evento, presidenta do Sindsaúde Bahia, Ivanilda Brito destacou que o principal objetivo foi esclarecer e informar contra as fake news sobre o tema, além de fortalecer a sequência da luta.

“Ganhamos uma batalha, mas a guerra ainda não acabou. Propomos criar um Fórum Nacional dos Trabalhadores e trabalhadoras do serviço público para fortalecer a organização dos servidores e garantir nossos direitos, como o piso da enfermagem. É um absurdo estados e municípios entendendo a aplicação do piso de forma equivocada”, afirmou.

A dirigente destacou a ação do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que entrou com pedido de embargos de declaração contra decisão do STF sobre pagamento do piso salarial da enfermagem. O pedido busca restabelecer um pagamento mínimo sem vínculo com a carga horária de 44 horas, como foi estabelecido no Senado.

UNIDADE E LUTA

Para o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, é preciso respeita o Congresso Nacional que aprovou a lei e o presidente Lula, que a sancionou, com reajuste para setor público e colocando a negociação no setor privado. “É importante manter as mobilizações para pressionar a implantação do piso, também no setor privado. Depois de garantir uma conquista, temos que fazer valer sua aplicabilidade. Sugerimos um Dia Nacional de Luta da Enfermagem. É hora da radicalidade consequente para avançar. Essa categoria merece respeito e reconhecimento”, enfatizou.

A deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA) parabenizou as entidades de saúde e da enfermagem de todas as forças políticas, pois ajudaram a garantir a lei do piso. “Tiveram papel determinante na unidade da categoria durante todo o processo de luta. Essa categoria essencial à vida do nosso povo e dos serviços de saúde precisa do piso e da estruturação da sua carreira. As empresas privadas esperam nova decisão ruim do STF para não pagar o piso, exigindo mais luta nos grandes hospitais, que atuam para não pagar o benefício. Nosso mandato segue à disposição dessa causa justa. É unidade e luta contra a adulteração da lei. O piso independe de carga horária”, destacou.

NÃO EXISTE PISO PARA 44 HORAS

Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Saúde, Valdirlei Castangna reafirmou que as entidades seguem cobrando a aplicação da lei aprovada e não negociam nada que venha prejudicar os profissionais da enfermagem. “Não existe essa de 44 horas semanais, pois todos os concursos públicos definiram carga horária de 40 horas para a profissão. Os municípios têm dificuldades de enviar os cadastros dos servidores e o Ministério da Saúde fica aguardando para fazer os repasses. Ainda temos uma caminhada grande pela frente e a gente conta com a força da categoria para vencermos.

A representante da Força Sindical, Cristina Gomes, disse que os profissionais da enfermagem não vão ser vencidos facilmente. “Precisamos de maior ação dos sindicatos em todo o Brasil. Essa luta não é só do movimento sindical e da categoria, mas de toda a sociedade. Temos que ganhar a opinião pública e a categoria, para fortalecer as novas lutas que virão”, defendeu.

O debate foi aberto com os participantes de todos os estados e municípios presentes na Live, que falaram como anda a situação local. Ficou claro que o problema é idêntico em todos os lugares. Isso reforça a importância de uma articulação nacional, com ações fortes nos estados e nos municípios. “O Sindsaúde Bahia não vai desistir e fará sua parte. Teremos uma assembleia e não vamos negociar nada sem ouvir a categoria, que precisa reforçar a luta nessa nova fase”, afirmou Dart Clair, dirigente do Sindsaúde.

Participaram da Live presidentes dos sindicatos de saúde do Amazonas (Cleidinir), Paraná (Jordano), Tocantins (Manoel) e Amapa´(Kliger), além de presidentes e dirigentes dos sindicatos municipais da Bahia: Ibirapitanga, Itaberaba, Sindvale e Canavieiras.

“Esta foi apenas a primeiro encontro com representantes de sindicatos de todos o país. Precisamos forma uma equipa, para que juntos tenhamos mais forças e possamos lutar pela implantação de piso em todo país”, concluiu Ivanilda.

 

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