SindsaúdeBa leva roda de conversa sobre racismo estrutural e institucional para o HGE
Na última sexta-feira (25), o Sindsaúde Bahia promoveu mais uma edição especial da Roda Conversa – Julho das Pretas, com o tema: “Racismo Estrutural, Institucional e os seus impactos na vida das mulheres negras”. O evento aconteceu no auditório do Hospital Geral do Estado – HGE. O objetivo foi discutir sobre a questão do racismo estrutural e institucional dentro e fora das unidades hospitalares.
O debate contou com a participação de especialistas como a Assessora para Saúde da População Negra da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Governo do Estado da Bahia – SEPROMI, Ubiraci Matildes, a diretora para Assuntos das Mulheres, Libiene Costa, e a diretora para Assuntos Jurídicos, Joana Evangelista. Também estiveram presentes a diretora Maria Solemar Rodrigues e a presidente do Sindsaúde Bahia, Ivanilda Brito.
Durante a abertura oficial a presidente Ivanilda Brito pontuou a importância da luta pelo respeito e pelo combate ao racismo estrutural, pediu que a todas e todos, sempre que se sentirem coagidos, que procurem orientações ao sindicato. Em um segundo momento, a presidente esclareceu sobre os diretos dos servidores (as) públicos e respondeu perguntas sobre o Piso Nacional da Enfermagem.
A Assessora para Saúde da População Negra da SEPROMI, Ubiraci Matildes, lembrou mais uma vez que o Brasil só vai conseguir pagar sua dívida com a população negra quando cumprir a Constituição Federal. “Nós fomos abusados e violentados durante a escravidão. E começamos a ser discriminados após a abolição. Nossa luta é diária contra todo o tipo de racismo e em busca da igualdade, pois todos somos iguais perante a lei”, acrescentou.
A diretora do Assuntos das Mulheres do Sindsaúde Bahia, Libiene Costa, pontuou que essa inciativa da Roda de Conversa partiu da atual gestão e que vem rodando as unidades hospitalares. “Estamos indo nas unidades e procurando esclarecer aos colegas sobre as diferenças e a buscar ajuda em alguns casos, e alertou que o conhecimento e o diálogo são as melhores ferramentas para combater o preconceito”, pontuou.
A diretora de Assuntos Jurídicos do Sindsaúde Bahia, Joana Evangelista, pontuou sobre as dificuldades que vive na unidade e também nas comunidades que frequenta. “Não é só aqui nas unidades hospitalares, mas nas comunidades também sofremos racismo e é preciso orientar a todos (as) da importância de ter conhecimento e saber entender os atos de racismo, às vezes muito velados, e a importância de serem denunciados. E principalmente, nas unidades de trabalho para que todos tenham os mesmos direitos”, pontuou Joana.