Sindicatos realizam carreata pelo não fechamento do Hospital Otávio Mangabeira

Sindicatos realizam carreata pelo não fechamento do Hospital Otávio Mangabeira

 

Carreta pela não extinção do HEOM

07/07 – 08:00

Concentração – HEOM – Praça Conselheiro João Alfredo, S/N – Pau Miúdo, Salvador – BA

 

Em meio a pandemia da covid19, o governo da Bahia, através da Secretaria de Saúde, O Governo do Estado da Bahia tomou a decisão de realizar uma ampla reforma nas instalações do Hospital Especializado Otávio Mangabeira – HEOM, devido ao processo de desgaste em alguns pontos da infraestrutura. A reforma é aprovada pelos servidores que atuam na unidade, mas a forma como o processo está sendo feito, deixando muitas dúvidas e o que requer mais esclarecimentos, tem deixado os profissionais preocupados e sem resposta aos questionamentos. A previsão é de que o fechamento do hospital aconteça no próximo dia 12 de julho. Na unidade vão permanecer apenas a atividade ambulatorial e algum suporte de laboratório. A obra de reforma do HEOM está prevista para durar entre 10 e 12 meses.

Para evitar a extinção da unidade e preocupados com o futuro dos servidores públicos da SESAB e os trabalhadores no geral, na próxima quarta-feira, 07 de julho, as entidades como, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Sindsaúde Bahia, Sindicato dos Enfermeiros da Bahia, Seeb Ba, Sindicato dos Farmacêuticos do Estado da Bahia, Sindifarma Ba, Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia, Sindimed Ba e o Sindicato dos trabalhadores em Saúde da Rede Privada, Sindisaúderp realizam uma carreata.

A concentração está marcada para às 8 horas da manhã, em frente ao Hospital Otávio Mangabeira e vai seguir até a Sesab, onde será entregue o secretário Fábio Villas Boas, um documento com a posição dos servidores da unidade, contra o fechamento do hospital que vai levar a transferência de profissionais de forma unilateral, que vai ocasionar perdas salarias de benefícios como insalubridade e GID.

A pauta do movimento não se limita apenas ao fechamento da unidade e a transferência dos servidores, mas garantia de assistência aos pacientes e também a terceirização da mão de obra e o não enfraquecimento do SUS.

 

Informações:

Ivanilda Brito – 71 – 99938-7595

Aladilce de Souza – 71 – 99968-5755

Dijalma Rossi – 71 – 98860-4250

Jelber Cedraz – 75 – 99169-9962

 

Segue um resumo de como começou o processo de fechamento do HEOM

 

Em janeiro /2011, a profa. Ana Carolina Bierrenbach da Faculdade de Arquitetura da UFBA, ex-coordenadora do DOCOMOMO, elaborou proposta para o IPAC com a finalidade do tombamento do HEOM como patrimônio histórico da Bahia, devido ao seu projeto arquitetônico de importância nacional e mundial.

 

Em 04/06 2016 foi solicitado ao IPAC pelo IAB-BA o tombamento do Hospital Santa Terezinha (atual HEOM), pela arquiteta Solange Souza Araújo sob registro 0607180010655.

 

Em 14/08/2018, foi elaborada uma moção de apoio pelo tombamento por ocasião do 7º Seminário Docomomo Norte /Nordeste em Manaus por especialistas em História e Preservação da Arquitetura Moderna.

 

Em 03/09/2018, elaborado pelo Mestrado Profissional em Conservação e Restauração de Monumentos Históricos da UFBA, uma Moção de apoio ao tombamento do HEOM e de repúdio ao projeto de Reforma.

 

Em 2018, o Secretário da SESAB divulgou em redes sociais o projeto de reforma sem contemplar a preservação dos valores histórico-culturais da Instituição.

 

Em 23/07/2019, sem nenhum retorno do IPAC do processo aberto em 04/06/2018.

 

Em 20/08/2019, contato com a JCA (empresa da reforma) que responde à Faculdade de Arquitetura da Bahia que o governo da Bahia está desenvolvendo um projeto de reforma com possibilidade imediata de privatização do HEOM, irredutível para rediscussão de uma proposta arquitetônica conciliadora.

 

Em 01/10/2019, entrada com Representação no MP e o inquérito civil 003.9.208763/2019.

 

Em reunião de 27/05/2021, reunião no HEOM com prepostos da SESAB, Srs. Cássio Garcia (Assessor), Igor Lobão (Diretor Geral de gestão), Janaína Peralta (Superintendente de RH) e Comissão dos Servidores do HEOM, foi informado que não haveria prazo para o início da reforma, se a nova gestão seria direta ou indireta e que as transferências poderiam ser para o HGRS, ICOM, HESF.

 

Questionada a responder as dúvidas dos servidores, a SESAB não informou se os profissionais retornarão ao HEOM. Não garantiu a insalubridade e a GID dos mesmos. Afirmou que seria de acordo com o destino da unidade de transferência dos profissionais. Foi negado o pedido de continuar com a folha de pagamento do HEOM. Ratificar ao MP a garantia de assistência aos pacientes.

 

Salvador, 05 de julho de 2021.

 

 

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