Servidores fazem mobilização na ALBA no primeiro dia de paralisação dos servidores públicos estaduais

Servidores fazem mobilização na ALBA no primeiro dia de paralisação dos servidores públicos estaduais

FullSizeRenderNo primeiro dia de paralisação dos servidores públicos estaduais, os trabalhadores da Saúde e de demais categorias participaram de mobilização na Assembleia Legislativa da Bahia contra o reajuste zero e o PLP 257/2016, nesta quarta-feira (13/04). O objetivo foi sensibilizar os deputados pedindo apoio à luta do funcionalismo público estadual. A paralisação segue nesta quinta-feira (14/04), com a realização de assembleia extraordinária do Sindsaúde, na sede da APLB, às 15h.
Os representantes das entidades e os trabalhadores se reuniram no auditório Jutahy Magalhães, onde realizaram uma assembleia unificada, com a presença de deputados, para explicar as propostas danosas do PLP 257/2016, projeto apresentado pelo governo federal que traz uma série de ataques aos direitos dos trabalhadores.
O PLP 257 propõe reformas na Lei de Responsabilidade Fiscal que aumentam restrições em relação aos servidores municipais, estaduais e federais. Se aprovada, a proposta pode promover o congelamento dos concursos públicos, dos salários, das progressões e promoções, criar programa de demissão voluntária de servidores públicos, ampliar a contribuição previdenciária, entre outros riscos.
“Estão tentando destruir o Sistema Único de Saúde e agora querem destruir o trabalhador do serviço público do Brasil. Temos que estar mobilizados para retirar este projeto de lei do Congresso”, afirmou o presidente do Sindsaúde-Ba, Silvio Roberto dos Anjos e Silva, ressaltando que a luta do reajuste zero também é prioridade da categoria.
A diretora do Sindsaúde-Ba e vereadora de Salvador, Aladilce Souza, destacou os prejuízos da aprovação do PLP 257 para os trabalhadores. “Este é um momento de indignação nacional dos servidores públicos. Este projeto faz um ataque não apenas aos  nossos salários, mas ele também desmonta o serviço público brasileiro, desmonta o Estado. Quando se permite a possibilidade de acabar com a realização de concursos públicos, de ampliar a terceirização e a privatização, como prevê o projeto, nós estamos retrocedendo. O PLP 257 é um ataque a Constituição, é um ataque ao estado democrático de direito”, avaliou vereadora.
A presidente da Fetrab, Marinalva Nunes, ressaltou a importância do fortalecimento da luta dos servidores públicos e da união das categorias.”A mobilização nos estados foi um sucesso, mas esse sucesso precisa se refletir nas ruas, nas mobilizações, nas atividades. A unidade do conjunto do funcionalismo público é fundamental para se enfrentar as turbulências e os projetos maléficos contra a categoria”, afirmou. Ela informou que o PLP 257 está sendo amplamente rejeitado no Congresso e a perspectiva é pela retirada do projeto. Marinalva falou também que senadores e deputados federais, por iniciativa do senador Paulo Paim, da deputada Alice Portugal, entre outros, realizam essa semana o ato de relançamento da Frente Parlamentar em Defesa dos Serviços Públicos.