Servidores estaduais protestam na AL contra índice de reajuste linear

Servidores estaduais protestam na AL contra índice de reajuste linear

Centenas de servidores públicos estaduais protestaram, na manhã desta quarta-feira (2), no pátio da Assembleia Legislativa da Bahia, contra o índice de reajuste linear aprovado para a categoria na noite de terça-feira (1º), enquanto as entidades do funcionalismo ainda negociavam um aumento com ganho real para os trabalhadores. O reajuste aprovado foi de 2% retroativo a janeiro, mais 3,84% a partir de julho (a proposta original do governo era da segunda parcela ser a partir de setembro).

A manifestação foi convocada para pressionar os deputados a apoiarem a negociação com o governo por um índice mais expressivo, que assegurasse ganho real acima da inflação. Os sindicalistas e servidores foram surpreendidos com a aprovação da proposta do Executivo e decidiram manter a mobilização, com nova assembleia geral marcada para o dia 16 de abril, às 9h, no Ginásio de Esportes do Sindicato dos Bancários, nos Aflitos.

Até lá, cada categoria do funcionalismo promoverá assembleias para definir os rumos do movimento. A do Sindsaúde-Ba, por exemplo, já está convocada para a próxima sexta-feira, dia 4, às 16h, no auditório do Sindicato dos Bancários, nas Mercês.

Ficou decidido, também, que as demais categorias participarão da assembleia dos policiais militares, dia 15, às 15h, no Wet´n Wild, na Avenida Paralela.

Migalha

A presidente do Sindsaúde-Ba, Inalba Fontenelle, chamou atenção para distorções salariais que surgirão em função do índice aprovado, como trabalhadores recebendo a remuneração base inferior ao salário mínimo. “Mesmo diante de incansáveis tentativas de negociação por parte dos servidores, fomos golpeados na calada da noite. Mas não vamos aceitar essa migalha, temos que continuar mobilizados e dar uma resposta ao governo”, ponderou.

Diretora do Sindsaúde e vereadora, Aladilce Souza também se disse “profundamente decepcionada” com a aprovação do índice em meio ao processo de negociação. E reagiu: “O governo não podia ter feito isso, não cedeu em nenhum dos itens da pauta de reivindicações da categoria. Os trabalhadores públicos merecem mais respeito”.

Fotos: Carlos Américo

1 Comentário

  • Rosane Cavalcante Castro Gonzalez
    07/04/2014

    Prezados colegas,
    Penso que no processo reivindicatório hoje, as solicitações por condições de trabalho e a cobrança pela obediência do estado as suas próprias leis, são tão importantes quanto o salário. O estado que não cumpre a legislação e recomendações técnicas, que tem legislações como a NR-32,NR 7,17,legislações sanitárias, legislações para controle de qualidade nas instutuições de saúde, legislações que indicam a quantidade de funcionários adequados para os serviços,etc,etc,. não cumpre as leis em sua integra e nem desenvolve um programa sistematizado de progressivas melhoras. Devemos desfraldar essa realidade. Estamos definhando nos hospitais, muito mais pelas nossas condições de trabalho e pela sobrecarga de trabalho que pelo dinheiro que recebemos. O sind saúde pode traduzir nosso verdadeiro sofrimento. A maior acertividade do sind saúde é a luta pelo plano de cargos e salários. Pois é um bem duradouro e de valorização do servidor. A saúde quer saúde. Não é só o dinheiro, o salário que nos trará saúde, motivação,valorização. Parabéns ao sind saúde pela perseverança em nossas lutas, podemos ser melhores,nós servidores também temos muito que melhorar nossa participação. Um grande abraço. Rosane

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