Servidores da Saúde pedem saída do secretário Fábio Vilas-Boas no primeiro dia de paralisação

Servidores da Saúde pedem saída do secretário Fábio Vilas-Boas no primeiro dia de paralisação

 

Trabalhadores seguem parados nesta sexta-feira (10). Na segunda (13),

 categoria  se reúne em assembleia para decidir a deliberação da greve

 

Foto: Eduardo Paranhos


O primeiro dia de paralisação dos servidores estaduais da Saúde, nesta quinta-feira (9), foi marcado por grande mobilização da categoria e adesão de trabalhadores. Diversas unidades da capital e interior amanheceram com serviços ambulatoriais e administrativos das unidades e dos Núcleos Regionais de Saúde completamente parados.
A categoria segue parada nesta sexta-feira (13) com mobilização na Plenária Popular “A Situação de Saúde na Bahia rumo à 15ª Conferência Nacional de Saúde”, no Centro Cultural da Câmara Municipal de Salvador, às 14h. Na segunda-feira (13), os servidores se reunirão em assembleia no auditório da Fundação Visconde de Cairu (Barris), às 15h, para decidir se vão deflagrar a greve geral da categoria.
Durante a paralisação, os trabalhadores foram às ruas e realizaram manifestações para demonstrar sua indignação com o tratamento que o governo do estado vem dando ao serviço público de Saúde na Bahia, o desrespeito com a categoria e o corte da insalubridade dos servidores.
Em Salvador, os trabalhadores participaram de um protesto, pela manhã, em frente à Secretaria Estadual da Saúde (Sesab). À tarde, os servidores lotaram a reunião do Conselho Estadual da Saúde (CES), na Assembleia Legislativa, com faixas e cartazes de protesto. A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado da Bahia (Sindsaúde-Ba) e a categoria criticaram a ausência do secretário da Saúde, Fábio Vilas-Bom, que é membro do Conselho, numa demonstração de descaso e desrespeito com os trabalhadores. Além do corte da insalubridade, a Sesab enviou ofício paras as unidades ameaçando o corte do ponto dos servidores que aderirem à paralisação. Indignados, os servidores da Saúde pediram a saída do secretário, entoando palavras de ordem como “Fora, Fábio!”.
“Não tinha a menor duvida de que ele não viria, porque ele não tem vocação para esta relação com os servidores. Não viria porque o ato cometido pelo governador do estado da Bahia, juntamente com ele, de corte do adicional de insalubridade, refletiu uma injustiça com os trabalhadores da Saúde”, criticou o presidente do Sindsaúde-Ba e membro do CES, Silvio Roberto dos Anjos e Silva.
A diretora do Sindsaúde-Ba e vereadora do município de Salvador, Aladilce Souza, criticou a postura do governo do estado, que cortou o adicional de insalubridade, sem ato normativo e sem comunicação prévia aos servidores, da mesma forma que agiu quando extinguiu as Dires sem submeter ao CES. “O Conselho Estadual de Saúde é o órgão máximo deliberativo do estado para as questões da Saúde. Ele tem respaldo pela constituição, portanto ele precisa ser respeitado em todos os momentos”.
 
Conselheiros aprovam propostas sugeridas pelo Sindsaúde-Ba
Após ouvirem os representantes de diversas regiões de saúde os conselheiros posicionaram-se unanimemente contra o corte da insalubridade e pela suspensão imediata da medida. A questão volta a ser ponto de pauta na próxima reunião do Conselho para a qual será solicitado esclarecimentos ao secretário da Saúde.
Foi aprovada resolução para criação de uma comissão para acompanhar os estudos do governo sobre o processo da insalubridade e que os cortes da gratificação sejam suspensos até a conclusão dos estudos. Foi  aprovada também uma resolução contra corte de ponto ou qualquer outra medida punitiva aos servidores, medida ameaçada pela direção da Sesab. O Conselho reafirmou o direito constitucional dos trabalhadores à greve, destacando que o movimento foi comunicado com antecedência ao governo e que serviços de urgência e emergência foram preservados.
O CES também aprovou uma moção de repúdio contra a ausência do secretário da Saúde na reunião do Conselho momento em que seria apreciada a prestação de contas quadrimestral do SUS. O Sindsaúde-Ba conclama toda a categoria para continuar mobilizada e  a participação em massa na assembleia que será realizada na segunda-feira (13), no auditório da Fundação  Visconde de Cairu, às 15h. O momento é de Luta!
Mobilização no interior

 
 
 
 
 

 
 
 
 
 

 
 
 
 
 

 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 

 
 
 
 

 
 
 
 
 

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