Servidores do Manoel Victorino dizem “Não à privatização!”

Servidores do Manoel Victorino dizem “Não à privatização!”

Em protesto contra a privatização do Hospital Manoel Victorino, um dos mais tradicionais da rede pública do Estado, localizado no bairro de Nazaré, servidores da unidade e dirigentes do Sindsaúde-Ba promoveram manifestação na manhã desta quinta-feira (21), chamando a atenção da população para o risco que o modelo de gestão via terceirização por Organização Social (OS) representa. “Não queremos que o governo faça leilão com os hospitais públicos da Bahia, investindo dinheiro para repassar à iniciativa privada”, alertou a presidente da entidade, Inalba Fontenelle.
O Manoel Victorino é referência em ortopedia e traumatologia. “É o único hospital de retaguarda nessas especialidades para a rede estadual”, frisou Inalba, ressaltando que a mudança de gestão poderá acarretar prejuízos aos pacientes. O Sindsaúde sugeriu e foi acatada a realização de uma caminhada ao Ministério Público, em data a ser agendada, para solicitar acompanhamento e posicionamento sobre a política de privatização que a Sesab vem adotando, sem discussão com servidores, entidades da área ou representação dos usuários. Em janeiro, o sindicato protocolou no MP uma denúncia sobre o processo e até o momento não recebeu um parecer.
Os manifestantes promoveram rápidas interrupções do trânsito para chamar atenção da população, com pronunciamentos de servidores e pacientes e distribuição de uma carta aberta com os argumentos contrários à terceirização. De acordo com o documento, o processo consiste na transferência das instalações, equipamentos e recursos financeiros públicos para uma instituição privada, “desobrigada de obedecer às normas do serviço público para contratação de pessoal, compras e serviços”. Para exemplificar, Inalba Fontenelle citou o Hospital São Jorge, na Cidade Baixa, terceirizado em 2009 pelas Obras Sociais Irmã Dulce, no valor de R$13,1 milhões: “A unidade está praticamente paralisada e o Estado teve que investir recursos públicos, agora, para reformar as instalações”.
Insatisfeitos com a forma como foram tratados pela Sesab, que adotou de forma unilateral o novo modelo de gestão, os servidores do Manoel Victorino cantaram: “Você tratou com traição, a quem sempre lhe deu a mão”.

Postar um Comentário