Servidores do Centro Obstétrico do HGRS protestam nesta terça (8), às 8h, em frente à unidade
Com o objetivo de denunciar as péssimas condições de trabalho no Centro Obstétrico do Hospital Geral Roberto Santos, no Cabula, os servidores da unidade promovem manifestação na terça-feira (8), a partir das 8h. Liderado em conjunto pelo Sindsaúde-Ba e Sindimed-Ba, o protesto visa esclarecer a população sobre os motivos que levaram a categoria a paralisar as atividades desde o dia 27 de março, restringindo o atendimento apenas aos casos de urgência e emergência.
Além das precárias instalações, o Centro Obstétrico do HGRS funciona com um déficit de pessoal tão acentuado que compromete o atendimento e sobrecarrega os trabalhadores. Levantamento das entidades representativas dos servidores da saúde indica uma carência de 11 auxiliares e técnicos de enfermagem e quatro enfermeiros por plantão, fora o déficit de médicos que também é evidente(são dois profissionais por equipe para 14 leitos).
Segundo o Sindsaúde, uma opção para solucionar o problema é a adoção da extensão da jornada de trabalho. Uma relação de trabalhadores que podem e querem ser contemplados com a extensão já foi encaminhada há meses à Sesab e à direção da unidade, sem que tenha sido tomada qualquer providência para acatá-la.
Humanização
Enquanto as reivindicações dos servidores não são atendidas, as pacientes e seus familiares sofrem as consequências por esse atendimento precário, justamente num momento da vida em que estão mais vulneráveis e sensíveis.
Durante a manifestação os profissionais de saúde vão mostrar à população a falta de infraestrutura no Centro Obstétrico, totalmente em desacordo com o movimento mundial por uma maior humanização do parto. “A situação no Centro Obstétrico do Hospital Roberto Santos é de verdadeira violação aos direitos humanos”, sintetiza a presidente do Sindsaúde, Inalba Fontenelle, frisando que a categoria está unida para reforçar a luta por uma saúde pública de qualidade para todos.