Servidores da Saúde reivindicam que governo registre em ata na DRT alterações na Instrução Normativa do ponto biométrico
Em assembleia na sexta-feira (20), os servidores da Saúde decidiram manter o registro manual de ponto até a nova assembleia, marcada para o dia 30 de setembro, quando será analisada a ata que a Sesab deverá lavrar na DRT, registrando as alterações que serão feitas na Instrução Normativa do ponto biométrico. Caso todos os itens acordados na negociação com o Sindsaúde-Ba sejam contemplados, a proposta é a categoria passar a utilizar o novo sistema a partir do dia 1º de outubro. Foi aprovada, também, a retirada da compensação por banco de horas até dezembro, quando o novo modelo será avaliado.
Servidores das diversas unidades denunciaram o clima de ameaça imposto pelos gestores, com a disseminação de boatos sobre corte de pontos e perda de cargos. A diretoria do Sindsaúde cobra da SESAB que não haja prejuízo para os servidores pois o processo de discussão da Instrução Normativa não foi concluído nem tampouco os problemas foram resolvidos.
“Queremos a regulamentação de todos os avanços que conseguimos na negociação, ponto por ponto, na Instrução Normativa que será refeita na DRT. Nós vamos retirar a compensação de horas para voltar a discutir em dezembro frisou a presidente Inalba Fontenelle. Para a diretora e vereadora Aladilce Souza, o movimento dos servidores conseguiu vitórias importantes: “Se não fosse nossa mobilização, esse sistema seria implantado sem a necessária discussão e os ajustes para evitar prejuízos ao servidor e à assistência. É preciso continuar a luta para que as alterações sejam garantidas”
Julgamento da URV
Na assembleia o Sindsaúde convocou a categoria a reforçar a mobilização pelo pagamento da URV. Todos devem comparecer no dia 26 de setembro (quinta-feira), às 8h30, ao Tribunal de Justiça, no Centro Administrativo, para mostrar aos desembargadores, durante o julgamento da ação rescisória do governo do Estado contra a URV, que os servidores da Saúde confiam na Justiça baiana. A luta é pela manutenção da posição anterior do TJ-BA, que por unanimidade deu ganho de causa à ação impetrada em 2004 pelo sindicato.