Seminário discute os 14 anos da implantação do PCCV
O Sindsaúde Bahia realizou na sexta-feira (26) o Seminário dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Saúde da Sesab. O evento aconteceu no auditório do Sinpojud, de 10 da manhã às 17 horas. Contou com a participação de diretores do Sindsaúde Bahia, servidores (as) e também aposentados e pensionistas. O Seminário também foi transmitido ao vivo pelo Facebook e Youtube do sindicato.


O encontro foi mediado pela vice-presidente do Sindsaúde Bahia, Tereza Deiró e contou com cinco palestrantes. O advogado e professor da Faculdade de Direito da UFBA, Dr. Francisco Bertino, a advogada trabalhista, Claudia Bezerra e a economista e supervisora regional do Dieese, Ana Georgina Dias abordaram o tema: PCCV – Garantia de Valorização dos Servidores e Qualidade do Serviço Público, progressão e promoção na carreira.
Na parta da tarde foi a vez das palestras do coordenador técnico de Carreiras e Remunerações da Saeb, Adson Moreira e do coordenador de Gestão e Trabalho em Saúde da Sesab, Luciano de Paula, que falaram sobre os 14 anos do PCCV da Sesab: O que ganhamos? O que perdemos?
Estiveram presentes no Seminário, além da presidente Ivanilda Brito e da vice-presidente, Tereza Deiró, os diretores (as) Aladilce Souza, Adriana Rabelo, Ana Carina Dunham, Dart Clair, Dijalma Rossi, Edson Souza, Joana Evangelista, Maria Celeste, Maria Leonor e Pedro Pirajá.
“Este é o nosso papel. Estar sempre buscando avançar na luta dos direitos dos servidores públicos da saúde (ativos e aposentados). Tivemos que engolir, por dois anos, um reajuste de quatro por cento. Temos que continuar na luta. Este seminário também tem um papel importante de manter a luta por melhorias para os colegas servidores (as) da Saúde”, acrescentou Ivanilda Brito.
“A partir deste seminário, a gente passa a entender melhor como está o PCCV E SUAS INCONGRUÊNCIAS. Descobrimos que muitas das coisas que foram discutidas não estão de acordo com as leis, o que acaba fragilizando o PCCV. Passamos a entender a nossa importância neste mundo do trabalho, o que nos traz contribuições para mudar ou atualizar o PCCV”, falou a diretora Laurinda.
“Este seminário é de suma importância para a categoria, porque está nos alertando da necessidade de levantarmos a bandeira com mais afinco para validar os direitos dos servidores (as) da saúde. Direitos, que a cada dia, estão sendo tirados pelo governo. Então, vamos buscar respostas do governador do que está sendo feito com os trabalhadores (as) da saúde”, pontuou a diretora Maria Celeste do Rosário Santos.
“Avaliando o que foi dito, vejo o quanto foi importante realizar o seminário. Precisávamos debater a questão da valorização, a nossa luta pelo PCCV, que no estado tem sido negligenciado. E que precisamos estar unidos e lutar para que nossos direitos sejam garantidos”, explicou a diretora Dart Clair.
“Este seminário veio a calhar para uma discussão e mostrar até onde os servidores (as) conseguiram avançar no plano de carreiras. Quais foram os entraves? Apresentamos uma pesquisa, e que nos traz resultados de luta na garantia efetiva dos nossos direitos”, explicou Dijalma Rossi, diretor do Sindsaúde Bahia.
A diretora Adriana lembrou que muitos servidores estão desmobilizados em sem saber da situação do PCCV. Ela diz que foi uma oportunidade dos servidores se conectarem com seus direitos, saber sobre promoção, progressão e sobre a carreira. “Esperamos que os servidores se juntem a nós, do sindicato, para que consigamos, junto ao governo, melhorar este processo e que tudo seja feito de forma transparente. E não podemos nos esquecer dos técnicos administrativos que precisam ser incluídos no PCCV”, acrescentou Adriana.
Para a conselheira Ana Carina Duham o seminário aconteceu para levar orientação e informação ao servidor e também trazer propostas e proposições. “Na verdade, surgiu a necessidade de provocar o governo. Vamos sair daqui com um documento para que, de fato, possamos fazer a revisão desse plano. E a gente ter nossa carreira implementada, o que já deveria estar e o que não aconteceu até a presente data, por conta de questões que o próprio governo aponta, como déficit e pessoal”, explicou Ana Caria Dunham.
O conselheiro Pedro Pirajá falou que o seminário foi importante para desmistificar o que a gestão vem fazendo com os servidores (as) ao longo dos anos. “A todo momento a gestão cria dificuldades para aplicar o plano e que com isso ocorra nossa ascensão profissional. Tenho 31 anos de estado, no nível dois, sem nenhuma perspectiva de chegar de chegar até a última letra. Então, diante de tudo que foi dito no seminário, podemos ver que estamos diante de um fosso. Temos uma sobrecarga de trabalho e uma desvalorização dos trabalhadores (as)”, disse Pedro.
“Muito importante a realização desse seminário. Ele trouxe um enfoque muito forte em relação ao PCVV e a este reajuste. O Sindsaúde foi muito feliz quando procurou realizar este evento para tirar as dúvidas dos servidores (as), já que o governo não tem atendido às necessidades e demandas dos trabalhadores (as). O PCCV é o ponto inicial para a valorização dos profissionais da saúde”, acrescentou a diretora Maria Leonor Sales.
A diretora Joana Evangelista disse que o seminário trouxe a responsabilidade do Sindsaúde em poder informar os servidores (as). “O encontro deixou bem claro para os servidores a questão da valorização de toda a categoria e de todos os grupos, na verdade. E essa foi a responsabilidade do Sindsaúde de deixar seus associados esclarecidos sobre seus direitos e isto foi feito”, completou Joana.
De acordo com o diretor Edson Leite, a realização do seminário foi feita num momento primordial, onde o governo vem tratando os trabalhadores da saúde com descaso. “Esse aumento de 4% não atende às necessidades de nossos trabalhadores e o seminário trouxe a discussão sobre situação do administrativo, onde os servidores não avançam dentro da carreira. O seminário trouxe essa discrepância do plano e trouxe também ao conhecimento dos servidores (as) que o Sindsaúde Bahia é contra qualquer forma de opressão contra os servidores da saúde”, informou Edson.
A diretora Aladilce Souza lembrou que foi feito um balanço dos 14 anos do PCCV do grupo ocupacional Saúde e também dos técnicos administrativos, que compõem o contingente de trabalhadores da Sesab. “Para o Sindsaúde foi muito importante o seminário, porque nós lutamos pela implantação do PCCV, e na época da implantação não foi a proposta que o sindicato queria e ao longo dos anos foi sendo distorcida, pelo próprio governo, que não cumpriu as leis e nem mesmo o plano que ele implantou e transformou em lei. E nós ficamos este período todo com muita defasagem. Então, essa discussão, esse debate, nos ajuda qualificar a ação do sindicato pra exigir que o governo cumpra o que tá na lei. Que a carreira do servidor público seja valorizada adequadamente de acordo com que o plano de cargos, carreiras e vencimentos pode instituir”, completou Aladilce.
A vice-presidente Tereza Deiró diz que para além do conhecimento, o seminário trouxe para os servidores a grande indignação do Sindsaúde Bahia com o estado em não valorizar os trabalhadores (as) da saúde. “Esses trabalhadores (as) dão suas vidas para salvar as vidas das pessoas. Então, é extremamente importante este momento, principalmente, porque vai gerar um documento norteador, para que a gente possa conduzir novas lutas. E dizer ao Governo do Estado que não é só a questão dos 4%, nós queremos, primordialmente, e para encararmos estas perdas históricas no estado do Bahia, nós queremos uma mesa setorial e a mesa central de negociação”, deixou claro Tereza Deiró.
“Trouxemos dados do que mudou nestes 14 anos no processo do PCCV. Fizemos uma pesquisa com os servidores e é importante compartilharmos estas informações, porque são importantes para mantermos a lutar e buscarmos adequações e melhorias para nossos servidores (as)”, concluiu o diretor Dijalma Rossi, um dos idealizadores do seminário.