“Não nascemos escravos, fomos escravizados”, alerta entrevistada na live do SindsaúdeBahia.

“Não nascemos escravos, fomos escravizados”, alerta entrevistada na live do SindsaúdeBahia.

Para entender do que se trata o racismo estrutural, é preciso dar um passo atrás. Entender, antes de tudo, o que é racismo — e o lugar que ele ocupa na formação da sociedade brasileira. Nesta perspectiva, o SindsaúdeBahia realizou a Live Julho das Pretas, ontem, 30 de julho, com tema: Os Desafios das Mulheres Negras na Saúde Pública no Estado da Bahia. Mediando a presidente Ivanilda Brito, com as presenças da Coordenadora do Comitê Técnico Estadual de Saúde da População, Ubiraci Matildes, a pedagoga e Deputada Estadual, Olivia Santana e a enfermeira, pós-graduanda em Ciências da Vida e em Educação em Enfermagem, Aline Soares da Silva. Com um rico debate, a live marcou uma nova tendência entre os servidores públicos da saúde no Estado.

Abrindo o debate, a presidente Ivanilda Brito, questiona, “O que é Racismo?”, Na construção da sociedade brasileira, o racismo é o cimento. Ele é o elemento que sustenta a estrutura social, política e econômica da sociedade brasileira e na área da saúde, há várias ocorrências desde assédio moral a preconceito, mas somente nos últimos anos com políticas públicas contra o racismo e violência contra mulheres observa-se uma triste realidade.

Para a enfermeira e pesquisadora da área, Aline Soares, sendo do Conselho de Enfermagem da Bahia alerta da pesquisa de 2015 sobre o recorde racial na área da saúde. “Pretos e partos somos a maioria, porém, ainda não há uma valorização nos cargos principais, ainda há essa segregação”, pontuou Aline.

Nesta luta alguns anos, a presidente Ivanilda alerta que é preciso fortalecer a luta. “Precisamos trazer mais pessoas para a luta e defesa de políticas públicas para as mulheres negras e mulheres que sofrem demais preconceito, amplio para nós servidores públicos, não somos parasitas”, comenta.

“Não nascemos escravos, fomos escravizados”, disse Aline desabafando sobre o preconceito existentes. Para a Coordenadora do Comitê Técnico Estadual de Saúde da População, Ubiraci Matildes, conscientização racial é um desafio, “nossa comissão permanente , combate ao racismo institucional, – eu tenho 40 anos no Estado, me orgulho de ter e continuar a lutar pelos nossos direitos, o sindicalismo é uma ponte para as vitórias que as pessoas precisam se empoderar, nós negros devemos e queremos está em posição para debater e defender políticas de equildade dentro da SESAB, nas áreas privadas, na praça, nas escolas, universidades e nos meios de comunicação”, desabafa Ubiraci.

De acordo com a coordenadora do Comitê Técnico da Saúde, Ubiraci Matildes, o racismo estrutural é desafiador. “Estamos trabalhando com programa de combate ao racismo institucional, não adianta trabalhar o lado patológico precisamos de políticas públicas sérias e urgente que reeduque uma sociedade e um país”.

Mesmo com avanços tímidos, dialogar e fortalecer os debates em todas as esferas políticas, ainda há uma necessidade urgente de novas políticas públicas para população negra, profissionais negros que precisam ser reconhecidos de fato, com uma política de Estado, que os valorizem e concretize em oportunidades reais.

Como pedagoga e Deputada Estadual, Olívia Santana, pré candidata a Prefeitura de Salvador, alerta que o racismo está desde as oportunidades até no sistema de saúde. “É necessário se ter um sistema de saúde humanizado, profissionais que respeitem e entendam a diversidade, pois, basta ser mulher já existe a desigualdade, por ser negra amplia essa maldade, para isso mudar só uma política afirmativa de igualdade e estamos acreditando nesta mudança para melhorar a cidade”, pontua Olívia.

 

Live completa neste link – Vídeos

https://www.facebook.com/sindsaude.ba/

 

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