IX Conferência Estadual de Saúde – Sindsaúde-Ba cobra do governo mais diálogo com trabalhadores e usuários

IX Conferência Estadual de Saúde – Sindsaúde-Ba cobra do governo mais diálogo com trabalhadores e usuários

Presente na abertura da IX Conferência Estadual de Saúde, na manhã desta terça-feira (6), o Sindsaúde-Ba cobrou do governo uma postura baseada no debate democrático com trabalhadores e usuários para o fortalecimento do SUS na Bahia. Diretora da entidade e vereadora de Salvador (vice-presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal), Aladilce Souza foi aplaudida de pé ao traduzir a insatisfação da categoria diante das medidas “autoritárias” adotadas pela gestão, a exemplos da extinção das Dires e do corte da insalubridade, sem discussão com os principais interessados.

“Somos mais de 30 mil trabalhadores no estado e precisamos ser ouvidos. Não podemos aceitar, por exemplo, que o adicional de insalubridade seja retirado como se fosse uma coisa ilegal. Em um governo democrático o espírito tem de ser o de sentar na mesa com os trabalhadores e usuários para debatermos, de forma ampla e democrática, as medidas a serem implantadas para construirmos o SUS que o país precisa”, declarou Aladilce Souza.

 

Inconformados com a morosidade da Secretaria da Saúde em atender aos pontos acordados para o fim da recente greve da categoria, que durou 22 dias, os servidores vaiaram o secretário Fábio Vilas-Boas pelos equívocos que a gestão vem cometendo. E protestou quando ele defendeu a implantação dos Consórcios de Saúde, com instalação de 28 policlínicas.

 

Segundo o presidente do Sindsaúde, Sílvio Roberto dos Anjos e Silva, a IX Conferência é um espaço importante de discussão e preparação para a 15ª Conferência Nacional de Saúde. Ele defendeu, entre outras coisas, a adoção pelo governo da proposta de regionalização elaborada pela comissão temática formada pelo Conselho Estadual de Saúde, ouvindo servidores e usuários em todas as antigas Dires, em lugar dos polêmicos Consórcios de Saúde.

O Sindsaúde é uma das entidades signatárias da Carta da Frente Democrática em Defesa do SUS, dirigida aos delegados do evento. Entre as críticas à atuação da Sesab, o documento protesta contra a terceirização do setor: “Na Bahia, a privatização avança e o projeto mercantilista, sem qualquer disfarce, ocupou a gestão da Saúde no Estado. O patrimônio público vem sendo entregue às organizações privadas, por meio de contratos de gestão, com Organizações Sociais e, mais recentemente, empresas de natureza lucrativa, na modalidade de Parcerias Público-Privada (PPP)”.

 

Foto: Carlos Américo