HEOM na mira do governador.
O único hospital de tratamento de tuberculose na Bahia, Octávio Mangabeira, referência nacional pela excelência no atendimento é alvo do Governo do Estado Bahia. Preocupados com o futuro dos servidores públicos da SESAB e os trabalhadores no geral, o SindSaúdeba (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado da Bahia) solicita maiores esclarecimentos do governo sobre as percas salariais e o retorno dos profissionais para unidade.
Nesta manhã de segunda-feira (5/7), realiza uma grande assembleia na unidade de saúde, para discutir os rumos da unidade de saúde e a vida laboral de todos os trabalhadores da saúde.
“Para fechar o hospital teria que ter um processo muito amplo de planejamento e discussão da sociedade, há uma revolta grande dos pneumologistas, das entidades que cuidam dos pacientes e todos eles irão estar na assembleia”, afirma a presidente do SindsaúdeBa, Ivanilda Brito.
De acordo com diretora do sindicato, Aladilce Souza, a Bahia é um estado com alta taxa de tuberculose e a unidade de saúde é a única que trata a doença no estado. Uma unidade hospitalar de grande complexidade que os servidores(as) públicas cuidam como uma família. “Hospital Octávio Mangabeira trata também portadores de fibrose cística e faz importantes pesquisas e na unidade todos pacientes e profissionais criam relações humanas importantes”.
“Está todo mundo revoltado no hospital. A Secretaria de Saúde do Estado de repente vai fechar para reforma e depois vai abrir como hospital de cirurgia torácica, de cabeça e pescoço, e ninguém sabe para onde vai os outros pacientes”, pontua Aladilce.
“Faz um tempo que a Sesab vem tentando fechar o Hospital Octávio Mangabeira, com uma proposta de abrir privatizado e com um outro perfil. Tudo se admitiria se tivesse uma perspectiva de para onde ir os pacientes com tuberculose, só que não tem nada certo e está todo mundo revoltado”, afirma Ivanilda Brito.
“Se o governador da Bahia assinar a Ordem de Serviço para reformar o Hospital Especializado Octávio Mangabeira (HEOM) em plena Emergência Sanitária mundial devido à COVID-19 com o desespero das famílias em busca de vagas para internar seus parentes, com o surgimento da super variante Delta e com a baixa cobertura vacinal da população, correrá o desnecessário risco de decretar o ATESTADO DE ÓBITO COLETIVO daqueles baianos que mais precisam do amparo do serviço público de saúde neste momento”, disse o servidor Wellington Roma Lage.