DE SERVIDOR PUBLICO DO PODER EXECUTIVO DO ESTADO DA BAHIA, AO EXCELENTÍSSIMO GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA
CARTAS ABERTA
DE SERVIDOR PUBLICO DO PODER EXECUTIVO DO ESTADO DA BAHIA, AO EXCELENTÍSSIMO GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA
Quero saudá-lo respeitosamente pela sua gestão em muitos aspectos infra-estruturantes levando a Bahia a ser vista sobre uma nova ótica para o futuro todavia é preciso tratar bem as pessoas que dão vida a este estado nos serviços públicos. Veja há quanto tempo nós os servidores públicos que representamos o estado perante a população do nascimento até o fim da vida e estamos amargando a falta de reajuste e sequer temos tido qualquer sinalização de aplicação dos índices inflacionários que causam seguidas PERDAS DO PODER AQUISITIVO (poder de compra) PORQUE NÃO HÁ REAJUSTE? Não há no seu histórico o mínimo de reajuste durante toda a sua gestão de 2014/2018, tendo renovado seu mandato 2019/2022 a cartilha é a mesma, ausência de reajuste linear e ações de redução das gratificações históricas ou retirada das mesmas sob a ótica de total abandono e regulamentação de planos de carreiras e cumprimento legal de outros ora regulamentados, essa não e a política salarial que almejamos baseada num congelamento dos valores salariais arrocho diante os níveis inflacionários apresentados através dos dados do IPCA e do INPC.
Tenho plena consciência da estagnação econômica pela qual passa o estado, o país e o mundo, todavia não podemos ficar a mercê das decisões do capital e entendemos que provisoriamente esta em vigor a Lei Complementar de Nº 173/2020, entendo também que não há impeditivo na prática para firmar acordos dentro de um planejamento econômico e estratégico para aplicação de reajuste linear em 1º janeiro de 2022, ou vai deixar este recorde fincado como um legado de seu governo de esquerda? A máxima a ser utilizada é a mesma do companheiro de partido que disse: ““ Cada real na mão do pobre volta automaticamente para o comércio, para o consumo e move a economia. Esse dinheiro “não vai para bancos, para derivativos,…”; cada real que cair na mão do servidor movimenta milhões, haja vista que o recurso diante as necessidades gera uma alavancada na economia assegurando o fortalecimento da indústria e do comércio e serviços da Bahia. A cesta básica, o botijão de gás, o medicamento e tudo mais que poderíamos listar tem sido um sacrifício conquistar mês a mês em especial para aposentadas e aposentadas que estão com salários ainda de 2015, o mesmo da gestão do seu antecessor estando muito aquém do salário mínimo vigente.
Nos servidores estamos presentes na vida da população prestando serviços na saúde, na educação, na segurança, dentre outros, e temos as menores remunerações entre todos os Poderes constituídos, (EXECUTIVO, LEGISLATIVO E JUDICIARIO), trago também a preocupação e quero resposta: quem vai alimentar o fundo previdenciário (FUNPREV) uma vez que não há mais vinculação de servidores públicos, pois não há concurso publico? Vivemos na prática a realidade do Estado Mínimo? Achar servidor que é bom para garantir os pilares da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência está difícil!
A moda agora sem razoabilidade e tão somente OS, OSIPIS, PPP, ou outras que desconheço sem esquecer-me de falar que nos últimos concursos onde trabalhadoras(es) ingressaram no novo fundo previdenciário chamado BAPREV; quem vai pagar a minha aposentadoria? E para não alongar muito os nossos resultados são medidos por igualdade de oportunidades para todos por isso Concurso Publico Já! Não, não renunciaremos a essas conquistas, apesar do bloqueio e das agressões contra nosso projeto de estado e de país democrático.
Eis parte da verdade dos fatos!
Dijalma Rossi – Auxiliar administrativo.