Coral do Sindsaúde Bahia vivencia manhã de reflexão, arte e conexão com a natureza, com a prática japonesa

Coral do Sindsaúde Bahia vivencia manhã de reflexão, arte e conexão com a natureza, com a prática japonesa

O ensaio do Coral do Sindsaúde Bahia, teve acordes, melismas e arranjos diferentes na manhã desta quinta-feira (06). As integrantes do coral participaram de um momento de reflexão, sensibilidade e integração por meio da arte da Ikebana, tradicional prática japonesa de arranjos florais que valoriza a harmonia entre o ser humano e a natureza.

A atividade foi conduzida pelo professor Ikebanista Hugo Saguna, da Associação Benzaiten, aqui de Salvador, e proporcionou uma experiência de contemplação, meditação e desenvolvimento da sensibilidade artística. Cada participante teve a oportunidade de confeccionar sua própria ikebana. Momento de viver o significado das flores como expressão de equilíbrio, respeito à natureza e valorização da beleza em sua forma mais simples.

A atividade foi idealizada pela maestrina Paola Káka que explicou que essa experiência foi pensada como um complemento ao trabalho desenvolvido pelo coral, unindo música, arte e autoconhecimento.

“Praticando a arte da Ikebana, nós, cantores, aprimoramos a nossa capacidade de interpretar e vivenciar a música. Então, como praticantes de arte, a gente precisa também entrar numa imersão de meditação para que possamos entender melhor a nossa atividade artística. É um momento de, realmente, reflexão e de interiorização de cada uma delas”, afirmou.

A proposta permitiu que as coralistas desacelerassem a rotina para exercitar a concentração, o silêncio e a contemplação. A prática da ikebana, além de estimular a criatividade, favorece a percepção, a sensibilidade e a expressão artística, que são fundamentais para quem utiliza a voz como instrumento de comunicação e emoção.

Durante a atividade, o ambiente foi marcado por momentos de profunda emoção. Algumas participantes compartilharam depoimentos espontâneos sobre os sentimentos despertados pela experiência, revelando como a prática contribuiu para o acolhimento interior, a tranquilidade e a conexão com a própria história.

A coralista Marion Fontes, que está retornando às atividades do coral após alguns anos fora de Salvador, destacou o impacto positivo do encontro.

“Achei maravilhoso, edificante. Me acalmou bastante porque eu já cheguei aqui meio estressada. Estou retornando para o coral agora, depois de uns anos que fui morar na ilha, e agora estou retornando para morar em Salvador de novo. Vou começar a participar das atividades e gostei muito dessa atividade de hoje. Foi muito edificante para mim”, relatou Marion.

Também emocionada, Rosemeire Anjos falou sobre a dimensão espiritual e afetiva que encontrou no momento de contemplação.

“Achei esse momento maravilhoso. As respostas que eu vim pedindo quando eu vim, estava me direcionando até aqui, ao ensaio do coral, eu tive a resposta. Estou muito satisfeita, muito feliz com a minha ancestralidade. Apesar de ser um evento da Messianica, eu confio muito na minha ancestralidade. Estou muito satisfeita, muito feliz, de novo repito, com as respostas”, afirmou Rosimeire.

Mais do que uma atividade artística, o encontro transformou o ensaio do coral em um espaço de escuta, acolhimento e fortalecimento coletivo, reafirmando a proposta do Sindsaúde Bahia de promover ações que cuidem não apenas da expressão musical, mas também do bem-estar emocional, da sensibilidade e da valorização da trajetória de cada participante.

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