Atos em Defesa da Enfermagem voltam a acontecer nesta sexta-feira com o apoio do Sindsaúde Bahia

Atos em Defesa da Enfermagem voltam a acontecer nesta sexta-feira com o apoio do Sindsaúde Bahia

Hospital Riberto Santos

Sexta-feira (30), segundo dia de paralisação da enfermagem, e os atos em defesa da enfermagem continuaram movimentando a capital e as cidades do interior do estado.

Em Salvador, os servidores (as) da saúde começaram a se concentrar às 7 da manhã em frente ao Hospital Geral Roberto Santos. Logo um grande grupo se formou para defender a implantação do piso salarial da enfermagem e a valorização da categoria.

Hospital Roberto Santos

Profissionais de diversas unidades de saúde pública e privada se reuniram em frente ao hospital e fecharam a principal entrada da unidade. Somente as ambulâncias podiam ter acesso a emergência.

“Nós precisamos é desta unidade entre os profissionais. A união faz a força. Só assim vamos conseguir sensibilizar o STF sobre a importância do nosso piso. Nós conquistamos a lei, sancionada pelo governo federal, mas os ministros do STF resolveram intervir, em decorrência das unidades privadas, que não aceitam pagar o piso da enfermagem aos seus profissionais e o não vamos aceitar o governo do estado, para pagar o piso, conter direitos já adquiridos pelos servidores (as) da saúde”, disse a presidente do Sindsaúde Bahia, Ivanilda Brito.

 

Após as falas e discursos em defesa da enfermagem e com a chegada de mais profissionais da saúde, o grupo saiu em caminhada até Av. Silveira Martins, no Cabula, realizaram um pequeno ato em frente a Faculdade Baiana de Medicina e seguiram em caminhada até a Av. Paralela.

Os atos, nesta sexta-feira, também se repetiram em cidades do interior. Em Feira de Santana, os profissionais se reuniram em frente ao prédio da prefeitura. Com faixas e cartazes, vaiaram os vereadores que são contra o pagamento do piso e fecharam o trânsito na Av. Getúlio Vargas. De acordo com a diretora Dart Clair Cerqueira, os servidores no município vêm lutando para que a prefeitura de Feira pague e garanta os direitos dos trabalhadores (as) da saúde. “Temos que lutar. O piso salarial é um direito de todos os profissionais da enfermagem, sejam da rede particular, do estado ou do município. A defesa é por todos. O piso é lei e precisa ser cumprido”, acrescentou a diretora.

Feira de Santana

Feira de Santana

Em Vitória da Conquista também houve mobilização nas ruas. “O piso salarial é a nossa bandeira. No ano passado, nós chegamos a ganhar a disputa política, mas, atendendo aos interesses do capital da saúde, o ministro Barroso suspendeu o nosso piso por tempo indeterminado. Já é Lei e as fontes de custeio existem. Por isso a categoria deliberou por essa manifestação, que é também um aviso: dia 10 de julho, se o piso não estiver na conta, é greve nacional da enfermagem”, afirma Fabricio Santana Lacerda, diretor do Sindsaúde Bahia em Vitória da Conquista.

Vitória da Conquista

Fabrício Lacerda – Vitória da Conquista

As mobilizações também ocorreram em cidades como Jequié, Ilhéus, Paulo Afonso e Guanambi. Um reforço no movimento, que teve início na quinta-feira e continuarão no próximo domingo, no cortejo em comemoração ao Bicentenário do 2 de Julho, em um grande ato em Defesa da Enfermagem. A concentração está marcada para as 07h30 da manhã, na Lapinha.

Jequié

Guanambi

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