Respeitem nossa história! HEOM é luta!

Respeitem nossa história! HEOM é luta!

Rui Costa
Fábio Vilas-Boas

Respeitem nossa história! HEOM é luta !

Como podem fechar 200 leitos para reforma de um hospital especializado em doenças do pulmão em plena pandemia mundial de COVID19, justamente uma doença respiratória que ataca justamente esse órgão do corpo humano?

Como podem não apresentar laudo técnico da Defesa Civil ou do Conselho Regional de Engenharia que indique o urgente e imperativo esvaziamento da unidade hospitalar para reforma?

Como os senhores desconsideram os alertas dos especialistas quanto à violenta letalidade da nova cepa que aterroriza o mundo: a variante DELTA?

Como podem transferir pacientes com tuberculose com HIV, muitos emagrecidos, desnutridos, alguns idosos, outros com resistência orgânica ao tratamento com antibióticos, todos debilitados com dependência de assistência especializada para um hospital referência em COVID – Instituto Couto Maia (ICOM)?

Como Impõem desospitalização (Internação Domiciliar) a pacientes que ainda necessitam de atendimento intra-hospitalar?

Fecham o Octávio Mangabeira mesmo este sendo retaguarda de diversos internamentos de pacientes com complicações pós COVID.

Desprezam informações de alta relevância sobre o baixíssimo índice de imunização da população baiana, menos de 15% – dados da própria Secretaria de Saúde do Estado, enquanto o mínimo recomendado pelos especialistas é de 70% de imunização para considerar a pandemia controlada.

Em reunião recente solicitada pelas entidades sindicais, representantes de usuários e trabalhadores, com gestores da SESAB , foi dito que a reforma era imperiosa e que começará dia 12/07 do ano corrente e que os trabalhadores/as serão relocados e pacientes transferidos conforme perfil de morbidade para outras unidades de saúde do Estado . Garantiram verbalmente que o HEOM manterá seu perfil de atendimento atual pós reforma, no entanto não garantem retorno dos profissionais , não asseguram que manterão o mesmo modelo de gestão. Os trabalhadores serão mais uma vez penalizados , pois além da falta de reajuste há seis anos, também terão perdas nas suas remunerações. Quanto aos trabalhadores terceirizados , estes estão sob a única e exclusiva responsabilidade das entidades prestadoras de serviços contratualizadas pela SESAB. Esta situação se apresenta como mais uma ação autoritária do governador do Estado da Bahia e Secretário de Saúde, que sem diálogo com a sociedade e entidades representativas de trabalhadores e usuários, executam de forma despótica uma atividade, que para nós se apresenta como mais uma das ações com cunho eleitoreiro. Em um estado com altos índices de mortalidade em tuberculose e abandono de tratamento , esta atitude denota a total negligência com as enfermidades que mais afligem as camadas em maior situação de pobreza e vulnerabilidades social . As entidades continuarão suas agendas de luta ao lado dos trabalhadores/as e dos usuários pleiteando por um SUS fortalecido, público e equânime para todos !

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