Falta de leitos e déficit de profissionais geram rotina de sofrimento às gestantes do estado
A superlotação, a falta de leitos e o déficit de profissionais nas unidades de saúde da rede pública do estado, situações constantemente denunciadas pelo Sindsaúde-Ba, vem se tornando um cenário cada dia mais crítico e gerando uma rotina de sofrimento tanto para os profissionais de saúde quanto para os usuários do SUS. Neste sentido, a assistência materno-infantil, oferecidos pelas maternidades públicas tem sido um dos setores mais preocupantes.
Diariamente, diversas situações graves vêm sendo denunciadas pelos veículos de comunicação, que mostram a peregrinação de mulheres gestantes por diversas unidades para conseguir atendimento. Na última terça-feira (22/05), uma rede de TV mostrou um flagrante de uma paciente que teve o seu parto feito no chão da recepção da Maternidade Albert Sabin, localizada no bairro de Fazenda Grande II, em Cajazeiras. A imprensa noticiou o caso absurdo de outra paciente que está há duas semanas tentando uma vaga para realizar o procedimento de retirada de um feto morto no útero.
As denúncias feitas pela imprensa confirmam as diversas denuncias feita pelo Sindsúde sobre a situação das unidades de saúde da capital e do interior da Bahia. Além do déficit de pessoal e escassez de materiais, medicamentos e outros recursos, a lógica de privatização das unidades de saúde dificulta a regulação de leitos e transferência de pacientes, pois não prevalece o sentido de rede que o SUS requer.
No caso das maternidades, o Sindsaúde-Ba vem acompanhando de perto a situação da recente privatização da Maternidade João Batista Caribé. A unidade será desativada em breve para obras e não está funcionando com sua capacidade total. Em reunião com a gestão da Sesab no dia 4 de maio, o Sindsaúde cobrou do governo que os trabalhadores tivessem os direitos garantidos e que a assistência materno-infantil, já tão deficitária no estado, não fosse ainda mais prejudicada.
O sindicato ressalta que a melhoria de condições de trabalho e realização de concurso público com o objetivo de reduzir o déficit de profissionais é uma das principais bandeiras de luta da categoria, por isso continuará denunciando o descaso com a saúde pública e cobrando da Sesab a adoção de medidas urgentes que garantam uma assistência de qualidade à população.
