Assembleia Mundial das Mulheres homenageia vereadora Marielle e aprova agenda de luta feminina internacional
Milhares de mulheres de todo o mundo lotaram o Largo do Terreiro de Jesus durante a Assembleia Mundial de Mulheres, promovida pelo Fórum Social Mundial, nesta sexta-feira (16/3).
O objetivo do evento foi discutir formas de resistência e combate à opressão, o machismo e a violência às quais são submetidas às mulheres diariamente. O encontro foi marcado por uma homenagem à Marielle Franco, vereadora do Psol do Rio de Janeiro e militantes dos direitos humanos assassinada na última quarta-feira (14).
Para a pré-candidata à presidência da República do PCdoB, Manuela D’Ávila, que participou do evento, o crime contra a vereadora deverá intensificar a luta das mulheres. “Nenhuma assembleia de mulheres foi tão importante quanto essa. Neste Fórum Social Mundial, construímos a melhor resposta que podemos dar àqueles que tentaram tirar Marielle da luta da mulher, do povo negro, das comunidades faveladas periféricas. A nossa resposta é de transformar as lágrimas em luta. E muita luta”, afirmou.
A secretária estadual de Mulheres do PCdoB, deputada federal Alice Portugal, também participou do encontro, e reforçou a necessidade de ampliar a luta pela igualdade, a partir do caso Marielle. “Essa Assembleia nos dá voz para garantir que a luta vale a pena, a luta das Marielles, que morrem na periferia das cidades. O sangue de Marielle fará brilhar a nossa luta. Por isso, mulheres de todo o mundo: rebelem-se contra toda opressão”, defendeu Alice.A Assembleia também contou com as presenças de Liège Rocha, secretária nacional de Mulheres do PCdoB, Vanja Santos, presidenta da União Brasileira de Mulheres (UBM), e Julieta Palmeira, secretária de Mulheres do governo do Estado. A diretoria do Sindsaúde marcou presença no evento, representado pela presidente Ivanilda Brito, e as diretoras Conceição Mesquita, Isabel Idalina, Inalba Fontenelle e Natalícia Santos da Silva.
Durante o evento, as lideranças também criticaram o golpe contra o mandato da presidente Dilma Roussef que ameaçou a democracia do país. Também foi discutida a necessidade de ampliar a inserção das mulheres nos espaços de decisão, ainda subrepresentadas, como forma de garantir um compromisso real com a igualdade de gênero.Agenda Internacionalista
A partir das discussões, a Assembleia Mundial de Mulheres do FSM aprovou um documento, com pontos ‘inegociáveis’ para a construção de uma agenda internacionalista da luta feminina. O documento foi dividido em dez eixos.

