CES suspende privatização do HEOM e secretário volta a criticar trabalhadores
O Conselho Estadual de Saúde (CES) aprovou em reunião realizada no dia 15 de dezembro, a suspensão da privatização do Hospital Especializado Octávio Mangabeira (HEOM), em reunião realizada no dia 15 de dezembro, no Auditório do Hospital Geral Roberto Santos. Na ocasião, o secretário de saúde, Fábio Vilas-Boas, apresentou, pela primeira vez, o projeto de reforma e ampliação do hospital, que passaria a ter uma gestão privada via Organização Social (OS).
A atitude antidemocrática do secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas em anunciar a privatização do HEOM foi denunciada e rechaçada pelos Conselheiros, servidores e usuários, que criticaram o projeto e o fato da proposta da privatização não ter sido discutida pelos membros do CES, antes de ser publicada no Diário Oficial.
A decisão do CES prevê a suspensão ou início de qualquer processo de publicização de serviço, mudança de gestão, alteração de perfil de atendimento, alteração do quadro funcional do HEOM, até que o mesmo seja discutido em todas as suas dimensões (estrutural, modelo de gestão, quadro funcional) com os Conselheiros.
“Esse movimento é para preservar e proteger o passado, o presente e o futuro deste hospital. Toda população usuária sofrerá as consequências desse ato intempestivo inconsequente e irresponsável do governo do estado, que assume uma postura radical em privatizar essa unidade sem passar em nenhum momento por uma discussão entre os trabalhadores e sem passar por uma discussão no Conselho Estadual de Saúde”, criticou o presidente do Sindsaúde e membro do CES, Silvio Roberto dos Anjos e Silva. Ele salientou que é a favor das mudanças que possam trazer melhorias e modernização para o hospital, sem que precisem privatizar os serviços. “Modernização sim! Privatização, não” salientou.
Em seu discurso, o secretário deixou mais uma vez evidente a sua forma intransigente, desrespeitosa com que trata os servidores da Saúde. Ele insinuou que os trabalhadores são preguiçosos ao explicar que o projeto vai reduzir os custos e aumentar a capacidade de atendimento do HEOM. “A gente não tem intenção de prejudicar os trabalhadores. Se as pessoas que trabalham lá hoje não têm medo de continuar trabalhando, dentro de um sistema que vai produzir mais e vai fazer que alguns saiam do “conforto”, e precisem buscar o investimento em qualificação para continuar trabalhando, nós vamos investir na manutenção dessas pessoas”, disse.
Fábio Vilas-Boas também desrespeitou os representantes das entidades e sindicatos, afirmando que existe “claramente um interesse corporativista de grupos e de sindicatos. Muitos aqui usam esse manto de conselheiros para defender interesses de suas classes e seus grupos políticos”, falou.
