SindsaúdeBa promove roda de conversa sobre racismo estrutural e institucional no Hospital Roberto Santos

SindsaúdeBa promove roda de conversa sobre racismo estrutural e institucional no Hospital Roberto Santos

Para refletir e dialogar sobre a questão do racismo estrutural e institucional dentro e fora das unidades hospitalares, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado da Bahia – Sindsaúde Bahia, promoveu, nesta terça-feira (01 de agosto), a roda de conversa, com tema: “Racismo Estrutural e Racismo Institucional e os seus impactos na vida das mulheres negras”. O evento aconteceu no Hospital Roberto Santos e contou com a participação de especialistas a Assessora para Saúde da População Negra – SEPROMI, Ubiraci Matilde, a diretora para Assuntos das Mulheres do Sindsaúde Ba, Libiene Costa e a ex-presidente da UBM, Natália Gonçalves.

Também marcaram presença, a presidente do Sindsaúde Bahia, Ivanilda Brito, a diretora de Formação e Relações Inter Sindicais, Aladilce de Souza, a diretora (1ª secretária), Maria Leonor, o tesoureiro, Dijalma Rossi, a diretora Administração e Patrimônio, Maria Celeste do Rosário, a diretora do Jurídico, Joana Evangelista e a diretora de Assuntos da Mulher, Libiene Costa.

Na abertura, a Maria Celeste indagou o público, “O racismo mora em mim?”, provocando a reflexão de todos(as). Puxando a temática e abrindo oficialmente a roda, a presidente Ivanilda Brito, pontuou sobre os anos de exploração e a constante “invisibilização” da população negra e a necessidade de reconhecimento, responsabilização e reparação da escravidão e das atitudes racistas do Estado brasileiro.

A diretora intersindical, Aladilce de Souza, que sempre questionou sobre o racismo no serviço público pontuou. “Quando olhamos a questão da escravidão da população negra, vemos que falhamos enquanto sociedade. Primeiro porque há um grande desconhecimento sobre a escravidão as lutas históricas e relembrou o quanto lutaram nas unidades hospitalares por respeito e garantir os direitos dos servidores públicos”.

Com uma apresentação histórica sobre o racismo no Estado e como surgiu as primeiras ações na defesa dos negros, a professora Ubiraci, abre a fala com um questionamento importante: “Todos iguais perante a lei” – ela, abordou a necessidade de uma luta constante contra o racismo. Para a professora Ubiraci Matilde, o racismo precisa ser tratado nas dimensões institucional e estrutural. “Só avançaremos quando pararmos de tratar o racismo como um problema alheio”, afirmou.

Para a ex-presidente da UBM, Natália Gonçalves, o pior racismo é o que mora no cotidiano, no que se pratica e não se percebe. Segundo ela, duas razões agravam o problema: a primeira é que ele é velado; a segunda é que a sociedade é baseada em uma rede de privilégios. “Temos muita gente que não possui as mesmas oportunidades. Entender o racismo é perceber como o outro e como você mesmo o reproduzem sem pensar”, acrescentou.

No entender da Assessora para Saúde da População Negra – SEPROMI, Ubiraci Matilde, o Brasil conseguirá pagar sua dívida com a população negra quando cumprir a constituição Federal, que pontual uma sociedade justa, fraterna e solidária. “Em 13 de maio de 1888, a escravidão foi abolida, ali nasceu a discriminação. Precisamos lutar todos os dias contra o racismo e pela igualdade de oportunidade, pois todos são iguais perante a lei, sem distinção”, finalizou.

Postar um Comentário