Sindsaúde-Ba e servidores do Heom realizam manifestação contra fechamento e privatização da unidade
Servidores(as) do Hospital Especializado Octávio Mangabeira e dirigentes do Sindsaúde-Ba, representado pela vice-presidente Tereza Deiró e a diretora e vereadora de salvador, Aladilce Souza, participaram de um ato de protesto nas ruas do Pau Miúdo, em Salvador, contra o fechamento e a privatização da unidade, nesta terça-feira (24/7).
Antes da caminhada, os trabalhadores se reuniram no auditório do hospital, onde demonstraram indignação com a postura da Sesab que anunciou tal decisão sem nenhum diálogo com os servidores e representação da comunidade. SESAB vem demonstrando a sua intenção de terceirizar a gestão do hospital, para uma OS, desde o ano passado, tendo intensificado nos
últimos meses.
Na assembleia ficou decidido que seriam reforçadas as denuncias ao Ministério Público, ao Conselho Municipal de Saúde, ao Conselho Estadual de Saúde e ao Conselho Nacional de Saúde, ampliando o apoio de todas as entidades de Saúde, através do Fórum de Entidades de Saúde e outras representações da Comunidade.
O Sindsaúde-Ba e os servidores do Heom exigem do secretário mais transparência sobre o futuro do hospital, considerando que o HEOM é uma unidade de mais de 70 anos, a única especializada em doenças pulmonares e especialmente em tuberculose, patologia que tem registrado números crescentes em nosso estado.
Esse processo também está eivado de desrespeito aos trabalhadores, que dedicaram e dedicam sua vida à instituição e ao q
ue ela representa na vida da população. Os (as) trabalhadores(as) em momento nenhum foram consultados(as) e ao questionarem o processo são agredidos(as) com recados do tipo “se não está concordando, vá embora do hospital”!, como relatado por uma médica com 34 anos de trabalho no Heom.
A direção do Sindsaúde posiciona-se firmemente contra a política de privatização e terceirização que vem sendo adotada pelo governo do estado nas unidades de saúde, ressaltando a situação dos trabalhadores, que vem sendo tratados de forma desumana, sendo obrigados a ser transferidos de local de trabalho, em alguns casos com perda de direitos. Nesse sentido, conclamamos a todos e todas as (os) colegas a se juntarem ao HEOM para defender o SUS como Sistema Público e de qualidade!