Sindsaúde-Ba denuncia ao MPE problemas da Regulação e crise de leitos obstétricos no estado
A presidente do Sindsaúde-Ba Ivanilda Brito e o diretor Dijalma Rossi participaram de uma reunião no Ministério Público Estadual com o promotor Rogério Gomes Queiroz, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde (Cesau), para denunciar os problemas enfrentados pelos pacientes que necessitam de Regulação – órgão da Sesab que regula as transferências para leitos no SUS no estado, e a crise da falta de leitos nas maternidades no estado.
Durante a reunião, Ivanilda relatou que a diretoria do sindicato tem recebido queixas sobre a demora da Regulação para realizar as transferências. Além do fato que pacientes da capital estão sendo regulados para cidades do interior e vice-versa. A distância entre o domicílio e o município para onde o paciente é transferido tem dificultado o acompanhamento por parte da família.
A presidente da entidade também denunciou a crise da falta de leitos de obstetrícia no estado, que vem levando mulheres grávidas a realizarem uma verdadeira peregrinação para poderem conseguir atendimento na hora do parto. Ela citou que a crise em Salvador e Região metropolitana se intensificou após o fechamento da maternidade João Batista Caribé e Maternidade Climério de Oliveira para reformas, e pela redução de leitos de maternidade no Hospital Menandro de Faria nos últimos anos.A maternidade IPERBA também vem tendo redução de acesso pela superlotação de pacientes.
O promotor afirmou que o Ministério Público Estadual já possui uma ação cobrando da Sesab o aumento de leitos na rede pública do estado. Ele ressaltou ainda que o problema da falta de leitos para média e alta complexidade no estado é consequência da falta de investimentos na Atenção Básica de saúde, que é responsável pela prevenção de doenças. O promotor citou também que a prefeitura tem responsabilidade em construir uma maternidade municipal, o que reduziria a demanda no atendimento.
Heom
A diretoria do Sindsaúde-Ba falou também sobre as incertezas geradas entre os trabalhadores e pacientes do Hospital Octávio Mangabeira, após anúncio do governo do fechamento da unidade para reformas. O sindicato, profissionais e usuários querem entender o perfil que será desenhado para o hospital após as obras e exigem a continuação da prestação dos serviços que são oferecidos atualmente para os pacientes com doenças respiratórias, sobretudo as vítimas de tuberculose. O Sindsaúde vai elaborar um relatório dos serviços prestados no Heom e encaminhará ao Ministério Público, que vai buscar respostas junto a SESAB e acompanhar o caso.