Sindsaúde-Ba acompanha situação da assistência em Ilhéus após municipalização de servidores e contrato com hospital privado
Após graves transtornos causados pelo fechamento do Hospital Luiz Viana Filho e a terceirização no novo Hospital Costa do Cacau, que resultou na desassistência à população de Ilhéus, a situação encontra-se “estável” devido à forte pressão dos servidores e população contra o governo.
Com a saúde pública fragilizada na região, graças à grande deficiência de unidades e déficit de servidores, o governo do estado voltou a recorrer à contratos com empresas privadas. Para isso, o secretário da Saúde Fábio Vilas Boas e o prefeito da cidade, Mário Alexandre, assinaram contrato com o Hospital de Ilhéus, entidade privada, que passou a ofertar consultas ambulatoriais e de urgência para suprir a demanda da Pediatria.
O contrato ficará vigente enquanto o Hospital Regional Luiz Viana Filho estiver em reforma para, em breve, abrigar um hospital materno infantil, de alta complexidade, com UTI Neonatal. O contrato vai custar ao erário público investimento na ordem de R$5,2 milhões de reais para a prestação deste serviço.
O Sindsaúde-Ba discorda das medidas adotadas pelo governo do estado por entender que o dinheiro público deve ser utilizado no fortalecimento do Sistema Único de Saúde, com melhorias na saúde pública do município e na realização de concursos para suprir o déficit de profissionais na região.
Servidores municipalizados
Depois de muita discussão, o governo do estado também decidiu municipalizar os servidores do Hospital Luiz Viana Filho que não foram transferidos para o Hospital Costa do Cacau. O Sindsaúde-Ba também está acompanhando a situação dos trabalhadores do Hospital Luiz Viana Filho que não foram transferidos para o Hospital da Costa destes trabalhadores para garantir que não haja nenhuma perda de direitos, com prejuízos financeiros. O sindicato reitera que não concordou com forma como a desativação do HLVF foi feita sem a devida discussão com a sociedade e trabalhadores. Além disso, o sindicato e outras entidades de saúde continuam cobrando ao Ministério Público do Trabalho que questione os critérios adotados para as contratações no Costa do Cacau, mas até agora não o governo não se pronunciou.