Sindicados promovem seminário sobre Reforma da Previdência
Os prejuízos da Reforma da Previdência, proposta pelo Governo Federal, através da aprovação da PEC 287 foram discutidas durante o Seminário Estadual ‘Não é reforma, é o fim da previdência’, realizado no Hotel Bahia Othon, em Ondina, no dia 17 de março. O evento foi promovido pelo Sindsaúde-Ba, Sindimed, SindSefaz, Apub e Assufba.
Na mesa de abertura, o presidente do Sindsaúde-Ba, Silvio Roberto dos Anjos e Silva ressaltou a importância da união dos trabalhadores, nos movimentos de rua, para que esta reforma não seja concretizada. Ele destacou que os trabalhadores da área de saúde, que se expõe a contatos diretos por mais de oito horas de trabalho diários, serão os mais prejudicados, pois dificilmente conseguirão trabalhar por 49 anos para ter direito à aposentadoria integral. Silvio também deu ênfase a outras categorias que têm jornada extensiva como professores e trabalhadores rurais, pescadores, marisqueiras e ribeirinhos.
Idosos e a PEC
O presidente da Federação Nacional Do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), Charles Alcântara, destacou que os idosos também serão prejudicados, pois são desassistidos com a proposta da reforma, que propõe como requisito para aposentadoria a idade mínima de contribuição de 65 anos e 49 de contribuição para receber o salário integral.Para os servidores públicos vinculados ao Regime de Previdência dos Servidores Públicos dentre as mudanças está a vedação de acúmulo de aposentadoria com pensão por morte por qualquer benefício, uniformização do tempo de contribuição e idade exigidos com a elevação de idade mínima para 65 anos. “É dever do Estado dar segurança ao idoso, o que a reforma propõe é deixá-los vulneráveis”, disse Charles Alcântara.
Mulheres
A coordenadora do Sindicato Nacional dos Aposentados e mestra em Direito Previdenciário pela Universidade Mackenzie , Tônia Galleti, falou sobre os prejuízos das mulheres com as PECS 287/16, principalmente a que diz respeito a igualar o tempo da aposentadoria entre mulheres e homens em 65 anos.A proposta é justificada pelo governo pelo fato de o sexo feminino viver mais tempo, não levando em conta as duplas e até triplas jornadas de trabalho as quais as mulheres estão submetidas por ainda estarem incumbidas dos serviços domésticos, por força do sistema patriarcal. Tônia lembrou, “as mulheres têm o salário 30% menor que o dos homens”.
Ato político
À tarde, o seminário foi marcado por um ato político que reuniu representantes de entidades sindicais e parlamentares e reuniu parlamentares no debate. Participaram do debate a diretora e vereadora de Salvador, Aladilce Souza, a diretora do Sindsaúde, Inalba Fontenelle, Cedro Silva (CUT-BA) os deputados federal Nelson Pelegrino e Daniel Almeida, a deputada estadual Fabíola Mansur, e o secretário da SJDHDS Carlos Martins.Também estiveram presentes no seminário, os diretores do Sindsaúde Djalma Rossi, Mariene Brito, Jorge da Silva e Laura Almeida.
