Servidores realizam paralisação com manifestação no HGE no primeiro dia de jogos das Olimpíadas na Capital
A próxima paralisação ocorrerá no dia 9 de agosto,
com manifestação na Praça da Piedade
Com o slogam “Sem reajuste salarial, a Saúde não trabalha nas Olimpíadas”, servidores da Saúde da capital e do interior paralisaram as atividades nesta quinta-feira (04/08) para demonstrar a sua indignação com o tratamento dado pelo governo do estado, que até o momento não anunciou o reajuste salarial do funcionalismo público. Em Salvador, os trabalhadores realizaram uma manifestação em frente ao HGE, que contou com a participação de trabalhadores de diversas unidades.
Durante o protesto foi aprovada nova paralisação com manifestação no dia 9 de agosto, na Praça da Piedade, a partir das 9h, data que ocorrerá a próxima partida de futebol dos jogos olímpicos na Fonte Nova.
O presidente do Sinds
aúde, Silvio Roberto dos Anjos e Silva destacou que a paralisação não é um protesto contra a realização das Olimpíadas, mas sim uma forma de chamar atenção da população e das autoridades sobre a forma que os trabalhadores vêm sendo desrespeitados pelo governo. “Nossa indignação é pela forma com que o governador e o secretário da Saúde vêm tratando os trabalhadores públicos e, em especial, os trabalhadores da saúde. Nos não temos nenhuma intenção de prejudicar a população, pois nossa reivindicação é também em defesa de um SUS de qualidade”, afirmou.O presidente do Sindsaúde anunciou também sobre a liminar concedida pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia ao Sindsaúde e ao Sindimed, obrigando o governador do Estado, Rui Costa, enviar à Assembleia Legislativa projeto de lei com previsão de reajuste salarial aos servidores de saúde, num prazo de até 30 dias.
Para Silvio, a liminar concedida pela desembargadora Sandra Inês Moraes Azevedo em resposta a um mandado de segurança interposto contra o chefe do Executivo estadual pelas entidades, é um reconhecimento do direito dos servidores estaduais ao reajuste salarial.A coordenadora da Fetrab e diretora do Sindsaúde, Ivanilda Brito ressaltou que a situação dos servidores é preocupante, pois muitos trabalhadores já estão com salário base abaixo do mínimo. Ela afirmou ainda que o governo mudou o discurso do reajuste zero para “talvez”, por isso, é importante o fortalecimento do movimento para continuar a pressão pelo reajuste salarial.
Assédio Moral
Durante a manifestação, a diretora do Sindsaúde, Inalba Fontenelle, falou que a entidade está atenta e acompanhando a sindicância que está apurando a denúncia de assédio moral praticada pelo diretor do HGE, André Luciano, com trabalhadoras terceirizadas da unidade.
“Vocês podem ficar despreocupados porque o sindicato está atento ao caso. André Luciano vai ser julgado como um servidor indisciplinado, que não respeitou a lei 6677, o Estatuto do Servidor. Quando completar os 30 dias do início da sindicância, vamos à Saeb para saber como está o andamento do processo”, garantiu


