Servidores do Hospital Luís Viana Filho estão apreensivos com a proposta de municipalização
Em reunião com a vice-presidente do Sindsaúde-Ba Tereza Deiró e a diretora Diala Magalhães, servidores do Hospital Luis Viana Filho, em Ilhéus, afirmaram estar indignados e apreensivos quanto à possível municipalização da unidade.
Cerca de 470 trabalhadores, entre enfermeiros, nutricionistas, auxiliares e técnicos de enfermagem, técnicos de laboratório e administrativos de todos os setores se queixaram de total descaso da Sesab, por ainda não ter esclarecido como se dará o processo de municipalização, visto que, até o momento, nenhuma reunião foi realizada para definir qual o contingente de trabalhadores permanecerá no hospital e para onde irão os demais.
Após longa discussão, especialmente acerca de possíveis perdas salariais e de direitos, os servidores decidiram, em conjunto com o Sindsaúde-Ba, realizar uma Audiência Publica, convidando o Ministério Público Estadual e a gestão de pessoal da Sesab, entre outras autoridades locais. Além disso, decidiram pela participação e acompanhamento do Conselho Municipal de Saúde e pela luta permanente e coletiva por nenhum direito a menos.
Em uma breve reunião com a Secretaria da Saúde do município, Elizângela Oliveira, a vice-presidente do Sindsaúde, Tereza Deiró e diretora Diala Magalhães indagaram sobre as pretensões do município com a municipalização. A secretária afirmou que a perspectiva é pela implantação de unidades pediátrica e de atendimento ao parto e neonatal de alto risco, pois a saúde do município é muito deficitária nesses serviços. Entretanto, demonstrou não estar informada sobre como se dará o processo, deixando claro que, caso a municipalização se concretize, o município estabelecerá as suas regras quanto ao quadro de pessoal que permanecerá.
O Sindsaude-Ba solicitará audiência com o secretario da Saúde do Fábio Vilas-Boas para pedir esclarecimentos sobre o processo de municipalização do Hospital Luis Viana Filho, bem como o processo de terceirização do Hospital do Cacau, entendendo que o governo do Estado da Bahia está na contramão do fortalecimento do SUS quando inaugura mais uma hospital terceirizado e já completam nove anos sem realizar concurso publico, reforçando a precarização dos vínculos de trabalho e transferindo para a gestão privada (OS, OSCIPs e PPPs entre outras) a gestão de hospitais do Estado.