Servidores da Saúde cobram reajuste em paralisação com manifestação do funcionalismo público

Servidores da Saúde cobram reajuste em paralisação com manifestação do funcionalismo público

Fotos: João Ubaldo

Fotos: João Ubaldo


Servidores da Saúde se uniram aos trabalhadores das demais categorias do funcionalismo público estadual em mais uma paralisação contra o desmonte dos serviços públicos e pelo reajuste linear, em ato realizado na Praça da Piedade, nesta quarta-feira (20/07), convocado pela Federação dos Trabalhadores do Estado da Bahia (Fetrab).
 
Na oportunidade, as entidades prestaram serviços à população correlatos às suas atuações profissionais. Os servidores da Saúde realizaram aferição de pressão arterial e medição de glicemia. Também foram disponibilizados serviços como corte de cabelo, balcão de justiça, com informações sobre processos e orientação judicial, balcão do meio ambiente e balcão de informações tributárias, dentre outros.
 
site2A Fetrab e os sindicatos filiados não aceitam a postura intransigente do governador Rui Costa que sequer chamou as entidades para negociar. Muitos servidores já se encontram com salário base abaixo do mínimo. Os servidores amargam perdas de mais de 18% em três anos, sendo 10,67% somente em 2015 e o restante resultado da política de parcelamento do IPCA em 2013 e 2014.
“A reposição da inflação é imprescindível, mas é preciso que o governador sente para discutir formas para recompor as perdas salariais que já são históricas há quatro anos. Esse governo, que foi eleito pela maioria dos trabalhadores, tem o dever de buscar saídas dignas e efetivas para melhorar as condições de trabalho e salariais”, afirmou a vice-presidente do Sindsaúde-Ba, Tereza Deiró.
 
site3A coordenadora da Fetrab e diretora do Sindsaúde, Ivanilda Brito, conclamou a categoria para intensificar o movimento e ressaltou que as entidades não descartam a possibilidade de uma greve geral do funcionalismo público.  “Esse movimento precisa engrossar ainda mais. O governo do estado não vai se movimentar se não tivermos coragem e formos para a rua. Teremos uma plenária com as entidades nesta quinta-feira e podemos sair de lá com um indicativo de greve”, disse.
 
A situação dos servidores da Saúde é ainda mais dramática, pois a categoria vem acumulando perdas de direitos, através de medidas perversas praticadas pelo governo do estado nos últimos doissite5 anos, como o corte da insalubridade e o não pagamento da promoção e da progressão. “O Sindsaúde vem se empenhando no combate a essa desigualdade de tratamento que o governo estadual vem dando aos servidores da Saúde. É um governo que tem se empenhado muito em realizar diversas propagandas, mas não cumpre com a legislação, não paga o reajuste salarial e não cumpre a efetivação do dos Planos de Carreiras, Cargos e Vencimentos dos servidores públicos”, ressaltou o diretor do Sindsaúde e presidente do Conselho Municipal da Saúde, Dijalma Rossi.
 
A diretora do Sindsaúde, Inalba Fontenele criticou a postura do governador Rui Costa que vem gastando dinheiro com obras públicas que deveriam ser realizadas pela prefeitura. Ela falou também que as categorias devem assumir a mesma postura aprovada em assembléia pelos servidores da Saúde, de paralisarem atividades durante as Olimpíadas. “O governador está mosite4ntando um centro de inteligência por causa das Olimpíadas e a resposta que temos que dar a ele é: se tem dinheiro para Olimpíadas, tem que ter dinheiro para os servidores, senão não terão serviços públicos nos jogos olímpicos. Essa tem que ser a voz de todas as categorias”, afirmou.
Os servidores já declararam que não vão abrir mão do reajuste salarial 2016. As entidades não vão aceitar mais esta medida desrespeitosa e perversa promovida pelo gestor estadual, que vem retirando direitos e confiscando o salário dos trabalhadores.  Nesta sexta-feira os trabalhadores da Saúde realizarão uma paralisação com manifestação em frente à Sesab, às 9h. No dia 27, terá uma manifestação em frente ao Fórum Rui Barbosa, pelo pagamento da URV. Já no dia 28, será realizada nova assembléia.
 
Interior
ganambiOs servidores da Saúde do interior do estado também aderiram à paralisação e realizaram atos em diversos municípios, para cobrar melhores condições de trabalho e o reajuste salarial da categoria, a exemplo das cidades de Vitória da Conquista e Guanambi.
 
 
 
 
 
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