Os impactos da reforma da Previdência são discutidos em debate promovido pela deputada federal Alice Portugal
A presidente do Sindsaúde Ivanilda Brito, a vice-presidente Tereza Deiró e a vereadora de Salvador e diretora da entidade Aladilce Souza participaram do debate “Os impactos da reforma da Previdência”, promovido pelo mandato da deputada federal Alice Portugal (PC do B/BA) nesta quinta-feira (09/05), no Hotel Sol Barra.
Os debatedores do evento foram a deputada federal Jandira Feghali (PC do B/RJ), a supervisora técnica do Dieese Bahia, Ana Georgina Dias e o diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), Antônio Augusto de Queiroz.
Durante o debate, os participantes esclareceram dúvidas sobre as principais mudanças da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 06/2019) e os prejuízos que a reforma da Previdência vai trazer a vida do trabalhador. Também foram discutidas e traçadas estratégias de luta para barrar a nefasta proposta do governo federal.
A deputada federal Jandira Feghali destacou os malefícios da reforma, ressaltando que ela prejudicará ainda mais as mulheres. “Se a reforma da Previdência é ruim para os homens, é ainda pior para as mulheres, que têm menor acesso ao mercado de trabalho e recebe até 67,3% a menos do que os homens. “O governo quer que as mulheres morram sem se aposentarem”.
Além do fim do fim da aposentadoria por tempo de contribuição, a reforma da Previdência propõe a elevação da idade mínima de 60 para 62 anos para mulheres e a manutenção de 65 anos para os homens.
A supervisora do Dieese enfatizou que é uma falácia a ideia de que a reforma da previdência irá destravar a economia e gerar empregos. Na verdade, vai impactar de forma negativa a vida de todos os brasileiros.
Antônio Augusto, diretor do DIAP, ressaltou que o aumento do tempo de contribuição, como prevê a reforma da previdência do governo federal, é preocupante. Com a precarização do trabalho, depois da reforma trabalhista, para cada 12 meses, o trabalhador contribui, em média, por apenas 6 meses. “Vai demorar 50 anos de atividade para o trabalhador comprovar os 20 de contribuição”, destacou.
Para Ivanilda Brito, debates sobre a reforma da previdência são cada vez mais importantes e necessários para esclarecer a população. Ela destaca a importância da união de toda a sociedade para tentar barrar o projeto, que propõe mudanças perversas para os trabalhadores como tempo maior de contribuição, limitações de acesso aos benefícios integrais, possibilidade de congelamento dos proventos, entre outras medidas.
