Obras do prédio incendiado da Sesab são concluídas, mas trabalhadores ainda não sabem quando retornarão para o imóvel
Após mais de um ano de intensa luta do Sindsaúde e dos servidores da Saúde, as obras para recuperação do prédio anexo da Sesab, que sofreu graves danos estruturais em decorrência do incêndio ocorrido em 2014, foram concluídas. Entretanto, até o momento, os trabalhadores do Núcleo Regional de Saúde Leste (NCSL), que estavam alocados no local mais atingido pelo sinistro e foram transferidos para o Museu de Ciência e Tecnologia (MCT), ainda não tiveram qualquer sinalização do secretário de Saúde Fábio Vilas-Boas de quando retornarão ao imóvel reformado.
O Conselho Estadual de Saúde (CES) também continua instalado no térreo do prédio, local considerado insalubre, sem previsão de quando ocuparão uma sala do imóvel após as obras. Enquanto isso, os membros do Conselho precisam se deslocar para prédios externos para realizarem as reuniões mensais do órgão.
O movimento pela interdição o prédio foi iniciado no dia 28 de julho de 2017 liderado por uma Comissão de Trabalhadores junto ao Sindsaúde, representado pela vice-presidente Tereza Deiró e pela então diretora Ivanilda Brito (atual presidente), quando o sindicato, respondendo a apelo dos servidores, apresentou um laudo emitido pela Defesa Civil de Salvador (Codesal) que atestava “risco de desabamento com risco à integridade física dos seus funcionários e transeuntes”.
A reforma do prédio da Sesab foi iniciada no final de 2017, após diversas reuniões e assembleias conduzidas pelo Sindsaúde, que exigiu a garantia da segurança dos trabalhadores do local. Apenas os trabalhadores do NCSL foram transferidos, os demais trabalhadores da Superintendência de Gestão dos Sistemas de Regulação da Atenção à Saúde (SUREGS), Superintendência de Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologia em Saúde (SAFTEC) e a Auditoria decidiram permanecer no imóvel, em andares que não ofereciam riscos.
Desde a ocorrência do incêndio, o Governo do Estado não havia realizado qualquer intervenção no local onde trabalham cerca de 300 trabalhadores. Mesmo sabendo dos riscos, em uma atitude clara de descaso, o secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, manteve setores em funcionamento, nos andares superiores ao do incêndio, relocando outros para o prédio avariado, visando apenas economia de recursos, não se preocupando, entretanto, com a segurança dos trabalhadores.
A Comissão e o Sindsaúde iniciaram uma batalha árdua para pressionar a Sesab a evacuarem o imóvel e passaram a dialogar com os assessores da Sesab, pois em nenhum momento o secretário da Saúde do Estado Fábio Vilas-Boas dignou-se a receber os representantes dos servidores.
O Sindsaúde aguarda uma reposta da Sesab sobre o retorno dos trabalhadores do NRSL e solicita um novo laudo que ateste a segurança para a garantia da integridade física e de saúde para os trabalhadores e de todos que circulam pelo local.