Mensagem dia Internacional da Mulher
“O grau de emancipação feminina, constitui a pauta natural da emancipação geral”, Fourier – utopista francês
Há uma expressão latina que afirma: “ex manus capere”, que significa “tirar as mãos”. Dessa expressão nasceu a palavra emancipação. Para as mulheres e para o conjunto da sociedade ser “emancipada” é estar livre de todo e qualquer tipo de opressão, seja do ponto de vista cultural, política, religiosa, social ou econômica.
Emancipação significa liberdade para viver, estudar, trabalhar, divertir-se, cuidar do corpo e da mente, ser criativa, exercer a cidadania, participar dos movimentos políticos e da construção de uma sociedade livre e justa para todas e todos. Uma sociedade, que contemple igualmente mulheres negras, brancas, indígenas, do campo e da cidade sejam estudantes, ter emprego, trabalhar ou não trabalhar, com qualquer tipo de orientação sexual, refletindo a grandeza da diversidade. Então reflita sobre isso: Será que todas as mulheres tem acesso aos direitos independentemente de toda a diversidade.
A mulher torna-se autônoma quando comanda sua própria vida e seu destino, tendo a consciência do poder e a capacidade de tomar decisões sobre seu corpo, condição política, sexualidade, econômica, social e cultural. Há muitos anos, no mundo e no Brasil, as mulheres viveram sem autonomia, não podiam estudar, votar, trabalhar. E essa história não se muda rapidamente, por isso, que a igualdade entre os sexos e autonomia das mulheres é um dos oitos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio estabelecidos pela ONU – Organização das Nações Unidas.
“A mulher tem direito a tribuna já que tem direito a forca”. Olívia de Gowges – 1780. Nossa sociedade transforma as diferenças entre mulheres e homens em desigualdades em todos os campos da vida – dentro de casa, no trabalho e na renda, nas relações afetivas, aos direitos e ao poder, consequentemente o empoderamento das mulheres é imprescindível para mudar essa cultura de desigualdade. Criando condições coletiva e individualmente, pra que se tenha voz, influência, visibilidade, capacidade de agir, fazer escolhas e tomar decisões.
Após muita luta os direitos das mulheres hoje são reconhecidos, entretanto, não são acessíveis a todas. É nesse sentido que estamos falando de autonomia, emancipação e empoderamento, para que as mulheres possam ter acesso aos seus direitos. No Brasil a nossa Carta Magna preconizou que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, sendo um enorme avanço, vale ressaltar que em 2006 foi dado um passo importantíssimo em direção aos direitos da mulher com a aprovação da Lei Maria da Penha.
“Mulher… Que traz beleza e luz aos dias; Que divide sua alma em duas; Para carregar sensibilidade e força; Que traz paixão no olhar. Mulher… Que ama incondicionalmente; Que se arruma, se perfuma; Que vence o cansaço; Que chora e que ri; Que sonha; Tantas mulheres, belezas únicas, vivas; Cheias de mistérios e encantos; Que deveriam ser lembradas; Amadas, admiradas todos os dias.”
O Sistema Único de Saúde (SUS), uma conquista do povo brasileiro, garantido na Constituição de 1988 que preconiza saúde como direito de todos e dever do estado, vem sofrendo ameaças desde a sua promulgação, contudo, com o aprofundamento da crise política e institucional do país vem colocando em risco ainda maior os direitos sociais, conquistados arduamente pelo povo. Esse ataque às políticas de proteção social tem a intenção de sucatear o SUS, em consequência, a população perderá o que tem sido a maior política de inclusão social.
A Bahia vem cada vez mais investindo na terceirização, ampliando a política de gestão delegada a um conjunto de empresas (Prodal, IBDAH, APMI, IGH, IFF, FJS, Prosaúde), bem como, a proposta de privatização do Hospital Octávio Mangabeira e o fechamento das unidades de saúde mental. Enquanto isso, as trabalhadoras e trabalhadores estão sendo vítimas de medidas arbitrárias como o corte da insalubridade e mudanças no Estatuto do Servidor, não efetivação da progressão e promoção, além do absurdo de estarmos há dois anos sem reajuste e o que nos causa indignação e revolta é a falta de sensibilidade do Governador em se pronunciar quanto ao reajuste.
É nesse contexto que estamos comemorando a passagem do Dia Internacional da Mulher, nesse dia de comemoração é fundamental a união de todas e todos na busca incansável da nossa coragem de lutar por uma sociedade mais justa e fazer o SUS acontecer, apesar de todas as adversidades.
SALVE O DIA INTERNACIONAL DA MULHER, EM ESPECIAL AS MULHERES TRABALHADORAS DA SAÚDE!
Silvio Roberto dos Anjos e Silva – presidente do Sindsaúde-Ba