Impactos da privatização do HEOM são discutidos em audiência pública na Defensoria
A proposta de privatização de gestão do Hospital Especializado Otávio Mangabeira (HEOM) e os impactos da atenção à saúde na área de tuberculose na Bahia foram discutidos em audiência pública promovida pela Defensoria Pública da Bahia, nesta quarta-feira, 2 de agosto.
O Sindsaúde, representado pelo presidente Silvio Roberto dos Anjos e Silva, pela diretora e vereadora de Salvador Aladilce Souza e o diretor Djalma Rossi, participou do evento que contou com a presença de defensores, representantes da sociedade civil, da pastoral carcerária, da igreja católica, funcionários do Heom, pessoas em situação de rua e do presidente do Sindimed, Francisco Magalhães. Nenhum representante do Governo do Estado participou do evento para apresentar o projeto de mudança de gestão para os participantes.
Os debatedores presentes declararam, de forma unânime, serem contra a publicização do hospital. Eles afirmaram que, mesmo sendo uma doença milenar e de diagnóstico relativamente fácil, a tuberculose atinge mais duramente a população pobre, que só tem condições de atendimento através do Sistema Único de Saúde (SUS).
A sessão explorou o choque que uma mudança de perfil na gestão do HEOM causaria nas populações que mais precisam daqueles serviços hospitalares: pobres, indígenas, pessoas em situação de rua, população carcerária e outras classes em vulnerabilidade.
O presidente do Sindsaúde reiterou o posicionamento do sindicato de lutar contra a privatização do hospital. Ele lembrou que no projeto da Sesab há previsão de redução de 225 leitos para 168, sendo sete dias o maior tempo de permanência na unidade hospitalar. Silvio Roberto conclamou a todos a reforçarem a luta pela manutenção do caráter público e da administração estatal do HEOM.
A proposta de privatização do HEOM foi apresentada no dia 15 de dezembro de 2016 ao Conselho Estadual de Saúde. Desde então, o Sindsaúde vem tomando medidas para suspender a decisão da Sesab. A entidade se reuniu com representantes dos servidores da unidade para traçar ações de mobilização. Foram realizadas manifestações no bairro do Pau Miúdo e carreata do hospital até o CAB, onde foi realizado um protesto em frente à governadoria. O sindicato também denunciou a situação ao Conselho Estadual de Saúde, onde os trabalhadores realizaram mobilizações durante as reuniões.