Fórum de entidades da Saúde se reúnem com diretor do HEOM
Diretores de Conselhos Profissionais e Sindicatos que compõem o Fórum de Entidades da Saúde se reuniram com o diretor do Hospital Especializado Otávio Mangabeira, Leandro Lobo, no dia 17 de agosto para discutir a situação do hospital, após as afirmações do secretário da Saúde Fábio Vilas-Boas, de que o governo pretendia transformar a unidade, especializada na assistência às doenças pulmonares, em particular a tuberculose, em “um grande hospital de cirurgia torácica”, e de que os servidores do HEOM se constituem “num peso para o Estado”. O Sindsaúde foi representado pela vice-presidente Tereza Deiró e pela diretora Ivanilda Brito.
Ao ser questionado sobre a notícia de “esvaziamento” do HEOM através da transferência de servidores para outras unidades, o diretor negou categoricamente, afirmando que ao necessitar de profissionais, procura fazer uma espécie de “permuta”. Ele relatou que dos 1380 servidores 580 são terceirizados, admitindo ter encontrado o hospital com cerca de 70 leitos desativados, e que tem procurado ativar e melhorar os serviços prestados à população, com compra de novos 3 boncoscópios e reforma do CME, por exemplo. Além de estar com planos para consertar todo o telhado e abrir novos centros cirúrgicos. No seu discurso, o diretor demonstrava a todo o momento sua preocupação com os custos salientando ter realizado várias estratégias para “economizar”.
Representantes das diversas categorias da saúde no fórum questionaram a respeito de fila e tempo de espera para dispensação de medicamentos, já estando a farmácia encontra-se fechada, quando deveria manter-se aberta durante todo o dia atendendo a população. Também foi indagado sobre a qualidade da atenção da enfermagem, já que o dimensionamento do numero de profissionais se encontra aquém para proporcionar assistência adequada e dentro do que preconiza o Conselho da categoria.
O diretor ressaltou que precisa resolver os desvios de função de profissionais e admitiu que a farmácia está com carência de bioquímicos. Por fim os representantes do Fórum de Entidades fizeram suas declarações de que estariam vigilantes em defesa do SUS e do HEOM salientando o intuito da reunião em buscar-se a garantia da continuidade da assistência à população, em particular os portadores de tuberculose, incluindo os multirresistentes, sem obviamente minimizar a necessidades da atenção aos portadores das demais doenças pulmonares que requerem diagnóstico precoce e tratamento ambulatorial e cirúrgico.
O entendimento do Fórum nesta reunião é de que a valorização dos trabalhadores vem sendo esquecida pelos gestores. Que a chamada “permuta” não se configura como tal, visto que, são profissionais de diferentes categorias, portanto a explicação não é convincente, devido à carência total de profissionais em todos os hospitais e áreas, devido ao número de contratações de terceirizados informados pelo próprio diretor. O diretor por diversas vezes, afirmou não haver “quebra de vocação” do HEOM- nem proposta para o seu “esvaziamento”, sob qualquer hipótese.