Fortalecimento do Sindsaúde foi a tônica do X Congresso

Fortalecimento do Sindsaúde foi a tônica do X Congresso

Servidores cobraram a reabertura do diálogo pelo governo estadual
DSC_0263 (2)Foto: João Ubaldo
 
Na sessão de abertura do X Congresso dos Trabalhadores em Saúde do Estado da Bahia, na manhã de sexta-feira (15) no Hotel Fiesta, todos os oradores defenderam a importância do fortalecimento do Sindsaúde-Ba, entidade que há 28 anos luta por avanços para a categoria. Outro ponto unânime nos discursos foi a classificação do momento atual como um dos mais críticos para a classe trabalhadora, tanto em nível federal, devido ao golpe político e midiático, quanto estadual, pela falta de diálogo do governo com as representações sindicais.
Dirigida pelo presidente do Sindsaúde, Sílvio Roberto dos Anjos e Silva, que encerra sua gestão no evento, a mesa foi formada pela secretária estadual de Políticas para Mulheres, Julieta Palmeira; a deputada federal Alice Portugal (PCdoB-Ba); a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), fundadora e diretora do sindicato; Armando Campos, presidente da Associação dos Funcionários Públicos; Marinalva Nunes, coordenadora da Fetrab; Lúcia Duque, presidente do Sindicato dos Enfermeiros; Augusto Vasconcelos, presidente do Sindicato dos Bancários; Luiz Américo, vice-presidente do Sindimed; Rosa Miranda, vice-presidente da CTB-BA; Natália Gonçalves, da União Brasileira de Mulheres; e Gilvânia Martins, diretora do Sindsefaz.
 
Reinventar
 
“Estamos enfrentando um momento gravíssimo, com a reforma Trabalhista aprovada e a da Previdência prestes a ser aprovada, com o governo golpista comprando votos e ao mesmo tempo dispensando dívidas de grandes empresas”, resumiu Sílvio Roberto. Ele também reconheceu a “decepção” dos servidores da Saúde em relação ao tratamento dispensado pelo governo estadual, que além de não conceder vantagens à categoria tem tirado direitos, a exemplo do corte do adicional de insalubridade, com recurso ao STF após três liminares ganhas no TJ-BA.
Além disso, Sílvio Roberto apontou o recurso da gestão estadual ao STF sobre o reajuste zero e a protelação do pagamento da URV, cuja ação já foi julgada favorável aos servidores públicos pelo TJ-BA.
A deputada federal Alice Portugal fez questão de prestigiar o evento para “abraçar essa categoria que garante o SUS de pé na Bahia”. Ela criticou a política de retirada de direitos dos trabalhadores pelo governo federal após o golpe e comparou: “A falta de liberdade é como, para nós da área da Saúde, a falta de oxigênio para os pacientes. E o que está na ordem do dia é justamente a desoxigenação da democracia”.
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Tanto a secretária Julieta Palmeira quanto a militante da União de Mulheres, Natália Gonçalves, falaram sobre a campanha “Respeita as Mina” de combate à violência contra a mulher, uma questão já tratada como de saúde pública. A titular da SPM classificou o congelamento de investimentos em saúde, educação e segurança pelo governo federal, por 20 anos, como “um crime de lesa-humanidade”.
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Aladilce Souza relatou as principais lutas do sindicato e observou que momentos de crise estimulam a reinventar estratégias: “Portanto, vamos sair daqui mais fortes, mais unidos, com uma entidade fortalecida para enfrentar as barreiras impostas por um governo que não é aberto ao diálogo. Precisamos lutar pela reabertura das mesas de negociação, contra a terceirização e a precarização dos salários. E disposição de luta em defesa da democracia e do SUS é o que não nos falta”.
O X Congresso foi abeto com apresentação da Orquestra de Berimbau, Roda de capoeira e Samba de Roda do Projeto Axé.
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