Após 8 anos de espera pela implantação do PCCV, assembleia aprova estado de greve em Mucugê

Após 8 anos de espera pela implantação do PCCV, assembleia aprova estado de greve em Mucugê

Após três anos de promessas não cumpridas pela prefeitura de Mucugê, servidores da Saúde do município aprovaram estado de greve, em assembleia realizada pelo Sindsaúde, no dia 15 de agosto, para por um fim ao clima de terror e angustia vivido pela categoria que aguarda a implantação do Plano de Cargos Carreira e Vencimentos (PCCV).
A assembleia foi realizada no salão principal da Câmara de Vereadores de Mucugê, e contou com a presença de 70 servidores, além da presidente do Sindsaúde, Ivanilda Brito, a advogada Claudia Bezerra, a vereadora Núbia de Zé Sacerdote (PSB), dentre outros representantes de sindicatos, sociedade civil e parlamentar.
Os servidores votaram por unanimidade entrar em estado de greve, após o prazo limite, dia 27 de agosto, para entrega do Estudo de Impacto Financeiro, que se arrasta por três anos. O Sindsaúde entrará com representação no MPE e TCE, denunciando e comunicando que os servidores entrarão em greve até solucionar o descaso e falta de compromisso e respeito com servidores e a população.
Após várias temporadas sem finalizar o processo de implantação do Plano, sem a presença do prefeito Manoel Luz (PSD), uma força tarefa para acabar com o impasse tem prazo para acabar este mês de agosto. Com poucos avanços, justamente pela falta da entrega do Estudo de Impacto Financeiro pela prefeitura de Mucugê, mais uma vez, foi solicitada a entrega imediata pelo Sindsaúde, através de ofício encaminhado para a gestão municipal e, até agora, sem resposta.
Com uma insatisfação generalizada, a população da cidade começa a desacreditar no poder público local, justamente pelo fato da falta de empenho dos gestores. Em uma assembleia sob forte debate e com propostas vindas pelos servidores, o Sindsaúde, pontuou a reunião realizada à tarde, do mesmo dia, onde exigiu e pediu aos responsáveis, empenho em caráter de urgência, lembrando o prazo final para entrega do Estudo de Impacto.
“O estudo de impacto de simulação de folha tem o objetivo de simular os salários para que possamos analisar juridicamente e defender os direitos de cada servidor. Essa novela tem que acabar e, por isso, vocês têm que decidir aqui na assembleia se esperamos até o prazo dado ou tomamos outras medidas” pontuou presidente Ivanilda.
“Essa série é de terror. Estamos há anos na luta e, por isso, se chegou a esse absurdo e extremo descaso. Não é possível um poder público tratar o povo e os servidores com tamanho desrespeito. Agora estamos aqui com todos vocês para decidirmos o que vamos fazer quando o prazo acabar, além de exigirmos respeito. Respeitem o povo da nossa cidade!”, argumentou a vereadora Núbia de Zé Sacerdote (PSB).
O trabalho da gestão é analisar a atual legislação e estudar o comportamento da folha de pagamento através de projeção/simulação; dimensionamento de 3 anos, até próximo PPA, no qual, através deste estudo, poderemos conhecer como o PCCV impactará financeiramente nas contas públicas.
“Foi promessa do prefeito Manoel na frente dos pais e mães de família e trabalhadores da cidade. Ele não pode virar as costas para as famílias de Mucugê. Não estamos falando apenas de números e de impacto financeiro. Estamos falando de reconhecimento, de valorização e de colocar os direitos dos trabalhadores à frente, como é de responsabilidade e papel de uma prefeitura”, destacou Ivanilda, demonstrando indignação com a situação.
Ainda em 2018, a vereadora e enfermeira Núbia de Zé fortaleceu a luta ampliando a força tarefa para por fim ao terrorismo aplicado pela prefeitura municipal. A parlamentar Núbia fez até mesmo uma indicação na Câmara Municipal para que o chefe do Poder Executivo Municipal criasse um decreto instituindo uma Comissão de Revisão, Implementação e Acompanhamento do PCCV dos servidores municipais de Saúde de Mucugê, o que foi feito após decreto nº092 de 28 de junho de 2018.
A presidente do Sindsaúde destaca a importância do avanço desta luta, pois os servidores merecem respeito e devem ser valorizados pela gestão, buscando fortalecer o SUS e ofertar o melhor para a sociedade, com qualidade no atendimento, satisfação profissional e garantia dos direitos assegurados!