Ameaça de fechamento da Base de Saúde de Itapetinga pode prejudicar saúde pública da região
A ameaça de fechamento da Base Regional de Saúde de Itapetinga (antiga 14ª Dires), pelo governador Rui Costa, vem causando enorme apreensão entre os servidores da Secretaria Estadual de Saúde e preocupação da população, em toda a região, uma vez que importantes serviços oferecidos pela unidade serão desativados.
O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado da Bahia (Sindsaúde-Ba) e os servidores da saúde da região estão mobilizados contra o fechamento da Base que abrange todos os 13 municípios do Médio Sudoeste. Isso porque os cerca de 50 servidores do órgão ficarão com seu futuro funcional indefinido. Além disso, a população atendida pela unidade terá que se dirigir ao Núcleo de Saúde de Vitória da Conquista, a cerca de 100 km de distância, que já atende 19 municípios e está sobrecarregado.
O fechamento da Base de Saúde de Itapetinga, pelo governo do estado, vai na contramão do que rege os objetivos da regionalização, que é integrar a organização, o planejamento e a execução das ações de serviços de saúde nos municípios, visando a garantia da plena da atenção à saúde para a população.
Com o fechamento da Base de Itapetinga, diversos servidos serão comprometidos na região. Entre eles, o das vigilâncias sanitária, epidemiológica e ambiental, bem como a assistência farmacêutica.
Com a extinção da farmácia base, a logística de distribuição de medicamentos de média e alta complexidade pode mudar, dificultando assim o acesso da população à remédios para tratamento de tuberculose, hanseníase, leishmaniose, esquistossomose, dentre outras doenças.
Com a possibilidade de um novo fluxo de funcionamento da Vigilância Epidemiológica, poderá haver um atraso das informações necessárias para atender a população que sofrem de doenças como dengue, zika, chikungunya, malária e febre amarela, hanseníase e doença de chagas. A rede de frio para acondicionamento de vacinas deverá funcionar em outra região.
O acompanhamento, monitoramento e avaliação dos técnicos regionais das ações desenvolvidas como campanha de vacinação (humana e animal), Conselhos Municipais de Saúde, sistema de informações como o E-SUS e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), bem como o apoio institucional nos municípios poderão ficar comprometidos.
Diante dessas ameaças, o Sindsaúde-Ba entende que a desativação da unidade significará um retrocesso e o enfraquecimento do SUS que atende a população mais carente da região. A entidade vem mantendo contato com a Sesab para pedir esclarecimentos sobre o assunto e, posteriormente, agendar uma reunião com os trabalhadores.