Diretoria do Sindsaúde e Sindimed se reúnem com superintendente de RH da Saeb
A presidente Ivanilda Brito, a vice-presidente Tereza Deiró, a diretora Laurinda Lula Machado e presidente do Sindimed Francisco Magalhães se reuniram com o superintendente de RH da Saeb Adriano Tambone, nesta segunda (12/3), para discutirem demandas dos servidores da Sesab.
Os representantes das entidades cobraram resposta a respeito da reposição salarial linear, destacando que este vem sendo um grande problema enfrentado há três anos pelos trabalhadores, sem que o governo se pronuncie. A diretoria do Sindsaúde ressaltou que os trabalhadores da Saúde se encontram em uma situação salarial de total defasagem, uma das piores nos últimos anos. O superintendente disse que o governador Rui Costa tem se preocupado com aqueles que estão recebendo vencimento básico abaixo do salário mínimo (R$ 788,00).
Ivanilda Brito e Tereza Deiró lembraram que as distorções provocadas pela GID, desde a sua criação, em 2009, continuam, e que tem sido ao longo desses últimos anos proposto pelo Sindsaúde a incorporação dessa gratificação. Adriano Tambone afirmou ter entendimento semelhante de que a GID já cumpriu seu papel e que deve ser revista. A presidente do Sindsaúde Ivanilda Brito abordou também a situação das terceirizações, a exemplo do Hospital da Costa do Cacau, que já nasceu terceirizado, e clamou por concurso público para todas as categorias.
Demandas represadas
Alegando que ainda se encontra com demandas de 2017, Adriano Tambone se comprometeu em fazer a interlocução com o secretario da Fazenda e o da Administração para tentar agendar uma nova reunião no mês de abril para esclarecer às indagações do Sindsaúde e do Sindimed sobre o reajuste linear, com prioridade para aqueles que estão recebendo abaixo do salário mínimo. Ele se comprometeu ainda em realizar uma reunião com a superintendente de RH da Sesab, Maria do Rosário Muricy, com o objetivo de dar agilidade às progressões e promoções.
Consignações
A diretora do Sindsaúde questionou, mais uma vez, ao superintendente de RH a situação em que se encontra o sindicato devido à uma medida perversa do governo do estado que suspendeu abruptamente as filiações dos associados da entidade, desde maio do ano passado. Adriano passou novas orientações para que fossem agilizado o processo de cadastramento.
Mobilização
O Sindsaúde continuará mobilizando e organizando os trabalhadores para que continuem intensificando a luta pelos seus direitos, (progressão, promoção e outros), reposição da inflação com aumento real de salário para todos, além de rever a situação dos recursos quanto à progressão negada de 2014 e andamento da progressão de 2016, além do retroativo de 33% sobre a GID daqueles que em 2009, tinham jornada de trabalho de 240h.
O Sindsaúde já encaminhou solicitação de audiência, em caráter de urgência, com o governador Rui Costa, com o secretário da saúde Fábio Vilas-Boas e com a superintendente de RH da Sesab, Maria do Rosário Muricy, para tratar dessas questões, assim como buscará o cumprimento da Sesab em respeitar e atualizar as progressões, promoções. Também será cobrada a realização de concurso público, inclusive para área administrativa, que já amargam mais 25 anos sem processo seletivo, precarizando inúmeros vínculos de trabalho.
O sindicato ressalta que também já são quase 10 anos sem concurso público para o grupo ocupacional Saúde, enquanto o governo constrói hospitais com dinheiro publico e entrega à iniciativa privada para gerir.