Diretoria do Sindsaúde-Ba marca presença na XIV Conferência Municipal de Saúde de Salvador

Diretoria do Sindsaúde-Ba marca presença na XIV Conferência Municipal de Saúde de Salvador

Representante da sociedade civil, gestores, representantes de entidades e profissionais de saúde iniciaram nesta terça-feira (29/05), discussões sobre os desafios, perspectivas e propostas de melhorias para o Sistema Único de Saúde (SUS) na capital baiana, durante a XIV Conferência Municipal de Saúde de Salvador.
O evento segue até a quarta-feira (30/05), no auditório do Colégio das Dorotéias, no Garcia. Com o tema “Salvador e a multiplicidade de cuidados: dialogando sobre atenção e promoção a saúde”, os participantes vão traçar estratégias de expansão da Atenção Básica na capital.
A diretoria do Sindisaúde-Ba marcou presença no evento, representada pela presidente Ivanilda Brito e os diretores Sandra Carvalho, Maria Leonor Carvalho, Silvio Roberto dos Anjos e Silva e Djalma Rossi, que também foi mestre de cerimônia da Conferência.
A diretora do Sindsaúde-Ba e vereadora de Salvador Aladilce Souza integrou a mesa de abertura, reforçou o coro às duras críticas feitas pelos participantes sobre a ausência do novo secretário da saúde Luiz Antonio Galvão Filho.
“Quem deveria estar aqui prestigiando este espaço de controle social e de democracia era o secretário. Isso nos deixa insatisfação porque a gente interpreta como um desprestígio, mas esperamos que ele reveja sua posição, respeite o controle social e dê atenção às deliberações dessa conferência”, disse Aladilce.
Ela criticou a política de privatização da saúde que vem ocorrendo no município de Salvador e também no estado e a falta de valorização dos trabalhadores. A vereadora destacou também que o SUS está sofrendo diversos ataques e retrocessos, sobretudo após o golpe de 2016, que está destruindo o Estado democrático e as conquistas do povo brasileiro garantidas pela Constituição federal de 1988.
“A primeira medida do governo Temer foi aprovar a Emenda Constitucional 95, que congela, por 20 anos,  os investimentos de saúde e educação, que são as políticas básicas para a vida da gente. O SUS ainda é insuficiente, por isso precisa de mais recurso para que a rede amplie sua cobertura e que possamos incluir mais pessoas”, destacou.
 
 
Debates
Entre os assuntos debatidos durante os dois dias da Conferência estão o Plano Municipal de Saúde: a Participação e Controle Social, Gestão em Saúde, Atenção Básica, Atenção Especializada e Vigilância em Saúde, além de Gestão do SUS e Modelos de Atenção.
As propostas debatidas farão parte, caso aprovadas, do próximo plano municipal de saúde. De acordo com Rubiraci Almeida, presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS), a conferência é um importante momento para mobilizar e sensibilizar todos os setores interessados da sociedade para discutir o Sistema Único de Saúde.