Servidores do Hospital Colônia Lopes Rodrigues criticam medidas da direção que atinge trabalhadores e pacientes

Servidores do Hospital Colônia Lopes Rodrigues criticam medidas da direção que atinge trabalhadores e pacientes

2017-07-12-PHOTO-00000141O Sindsaúde, representado pelos diretores Ivanilda Brito, Reginaldo Ribeiro de Oliveira e José Ubiratã Silva, realizou reunião com servidores do Hospital Colônia Lopes Rodrigues, em Feira de Santana, nesta quarta-feira (12/07), para discutir as condições de trabalho na unidade. Durante a reunião foi definida a realização de uma caminhada pelas ruas do centro da cidade, no dia 21 de julho, para denunciar a situação que atinge trabalhadores e pacientes. 

 

Uma das principais queixas dos trabalhadores foi a decisão da direção do hospital em transferir os pacientes considerados perigosos, para unidade, com espaço reduzido, que não oferece as mesmas condições de alojamento e garantias de segurança, a exemplo da área de convivência externa.

 

2017-07-12-PHOTO-00000142A diretoria do Sindsaúde encaminhará um ofício ao secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas e a diretoria do hospital questionando a medida e qual a finalidade da remoção que não trará nenhuma economia para o hospital.

A diretoria do sindicato ressalta que este tipo de mudança de pacientes psiquiátricos deve ser feita de forma planejada e humanizada, sempre buscando o bem estar dos mesmos, atendendo os critérios previstos na lei 10.216, da Reforma Psiquiátrica.

 

A Reforma pretende construir um novo estatuto social para o indivíduo em sofrimento psíquico, tendo  foco na humanização e no estabelecimento de uma rede de atenção psico social, que lhe garanta o respeito aos seus direitos e sua individualidade ou seja, resgate da capacidade do indivíduo de participar do universo das trocas sociais, de bens, palavras e afetos) e sua cidadania.

 

A Lei 10216 prevê o  fim dos manicômios (hospício), focando a assistência nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Centros de Convivência e Cultura Assistidos, Cooperativas de Trabalho Protegido (economia solidária), Oficinas de Geração de Renda e residências terapêuticas,  leitos para  assistência psiquiátrica, como institui a a lei do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.