Servidores e usuários do HEOM fazem ato contra privatização
Servidores e pacientes do Hospital Especializado Octávio Mangabeira (HEOM), juntamente com a diretoria do Sindsaúde-BA, realizaram um ato de confraternização e em defesa da unidade, no dia 23 de dezembro.
Os participantes falaram sobre os riscos que a privatização podem trazer para os trabalhadores e para a população que necessita de atendimento na unidade. Os servidores e usuários realizaram um ato ecumênico e depois seguiram em caminhada pelas ruas do bairro do Pau Miúdo, passando pelos hospitais Ernesto Simões e Mário Leal, onde também realizaram um ato em defesa da Saúde Mental.
A decisão de privatizar o HEOM foi publicada no Diário Oficial do dia 2 de dezembro, através da resolução nº44/2016. O Sindsaúde-Ba e os trabalhadores questionam o fato do secretário Fábio Vilas-Boas ter tomado mais uma atitude arbitrária sem levar a discussão para o Conselho Estadual de Saúde (CES), para discutir com trabalhadores e usuários do hospital.
Referência no tratamento de doenças pulmonares, como tuberculose, asma, fibrose cística e gripes, o HEOM vive uma crise com o desabastecimento de medicamentos e insumos, e o esvaziamento de internações nos últimos meses. De acordo com servidores da unidade, atualmente estão sendo atendidos apenas 90 leitos, enquanto a capacidade total é de 217 leitos. O sucateamento do hospital foi uma medida do Governo do Estado para justificar a política de privatização, que há décadas resulta no enfraquecimento do SUS.
