Sindsaúde participa de abraço simbólico em defesa do HEOM
Diretores do Sindsaúde, entidades, servidores e usuários do Hospital Especializado Otávio Mangabeira realizaram um abraço simbólico contra a ameaça de fechamento do hospital nesta segunda-feira (11/07).
Referência no tratamento de doenças pulmonares, como tuberculose, asma, fibrose cística e gripes, o HEOM vive uma crise com o desabastecimento de medicamentos e insumos, e o esvaziamento de internações nos últimos meses.
As entidades, servidores e usuários são contra o projeto anunciado pela Superintendência de Atenção Integral à Saúde (Sais) do Estado e pelo secretario de Saúde do Estado, Fábio Vilas Boas, que propõe a privatização da unidade com a implantação de gestão via Organização Social em até três meses. Também está prevista a transferência de 60% do quadro, inclusive para o interior da Bahia.
De acordo com servidores da unidade, atualmente estão sendo atendidos apenas 90 leitos, enquanto a capacidade total é de 217 leitos. A preocupação dos profissionais é que o hospital seja privatizado. Também participaram do ato representantes do Sindicato dos Farmacêuticos da Bahia (Sindifarma), Sindicato dos Comerciários e Sindicato dos Enfermeiros do Estado da Bahia.
A diretoria do Sindsaúde critica o projeto e afirma que o hospital precisa ser fortalecido e não reformulado. A entidade questiona também o fato do secretário Fábio Vilas-Boas ter tomado mais uma atitude unilateral sem levar a discussão para o Conselho Estadual de Saúde (CES), para discutir com trabalhadores e usuários do hospital. A postura do secretário demonstra, mais uma vez, o seu descaso com a saúde pública, visando o beneficiamento de empresas privadas, através da privatização dos serviços públicos. O Sindsaúde se manterá vigilante e denunciará a situação aos órgãos de controle competentes.