Conder suspende programa habitacional
Sindsaúde protestará no Dia do Servidor contra esta e outras ações de desvalorização da categoria
Mais uma vez os trabalhadores estão pagando a conta pela crise econômica instalada no país e para a qual não contribuíram. O governo estadual, por meio da Conder, surpreendeu o funcionalismo ao suspender os contratos do Programa Habitacional do Servidor Público, alegando que precisará de nova dotação orçamentária para retomar sua execução.
A diretoria do Sindsaúde-Ba protesta contra mais essa demonstração de desvalorização do servidor por parte do governo, justamente no mês em que se comemora o dia dedicado à categoria.
“Além da crise econômica a nível nacional, que vem causando um impacto diretamente na transferência de recursos do governo federal, o governo alega que está enfrentando queda na arrecadação do Estado, o que compromete, do ponto de vista orçamentário, a execução de diversos programas estaduais. Mas nós trabalhadores não podemos arcar com mais esse corte de direitos, como se fôssemos responsáveis por este quadro de dificuldades que o país atravessa. O governo deveria era taxar as grandes fortunas”, argumenta Sílvio Roberto dos Anjos e Silva, presidente da entidade.
Manifestação
Sem ter o que comemorar, os funcionários da Secretaria da Saúde (Sesab) protestarão no Dia do Servidor Público, quarta-feira (28), às 9h, em frente à Governadoria. A categoria vai cobrar uma audiência com o governador Rui Costa para discutir uma pauta de reivindicações que não avança na mesa de negociação com o titular da pasta, Fábio Vilas-Boas.
Entre os pontos da pauta, o cumprimento do acordo firmado com o secretário da Administração, Edelvino Góes, para encerramento da greve de 22 dias (17/7 a 7/8); fim das terceirizações; realização de concurso público para todas as funções; retomada dos contratos do Programa Habitacional pela Conder; e pagamento da URV.
“Precisamos manter a mobilização da categoria, para que o governador saiba da nossa insatisfação. Vamos exigir dos gestores respostas às nossas reivindicações. Não podemos nos calar, porque o governo está nos tratando como se fôssemos culpados pela crise”, convoca Sílvio Roberto. Ele frisa, ainda, que “Dia do Servidor é dia de luta e não de festa”.