Em greve há 15 dias, servidores da Saúde protestam em frente à Saeb

Em greve há 15 dias, servidores da Saúde protestam em frente à Saeb

Na segunda-feira haverá manifestação no HGE, com passeata até a Vasco da Gama

 

Foto: Carlos Américo Barros


Para denunciar a falta de avanços nas negociações com o governo e os descontos indevidos dos salários, servidores da Saúde, em greve desde o dia 17 de julho, realizaram manifestação em frente à Secretaria da Administração do Estado (Saeb), no CAB, nesta sexta-feira (31).
Centenas de trabalhadores participaram do ato para criticar a forma autoritária com que vêm sendo tratados, sem ter o seu direito de greve respeitado. “Este governo vai ser manchado por cortar salários de trabalhadores em greve. O governo e o seu secretariado vêm anunciando para todos que estão negociando e, ao mesmo tempo, adotam medidas radicais que demonstram um falseamento e um desrespeito com os trabalhadores”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado (Sindsaúde-Ba), Silvio Roberto dos Anjos e Silva.
Além de cortar os salários de forma indevida, a Saeb bloqueou a visualização eletrônica dos contracheques dos trabalhadores. Comose não bastasse, o órgão efetuou cortes de forma arbitrária, penalizando até mesmo os trabalhadores que continuaram exercendo suas atividades para poder cumprir a escala de greve determinada pela justiça. “Estes descontos são ilegais e imorais. Demonstram a falta de competência dos setores de Recursos Humanos da Sesab e Saeb, que não sabem o que estão fazendo”, criticou a diretora do Sindsaúde-Ba, Inalba Fontenelle.
Ela ressaltou que o governo do estado, através de negociações com o superintendente de Recursos Humanos da Saeb, Adriano Tambone, sempre usou a insalubridade como política salarial, para justificar a inexistência de reajustes dignos para os servidores nos últimos anos. “Adriano Tambone e o ex-secretário da Administração, Manoel Vitório, assinaram um documento garantindo a legalidade da insalubridade como ganho salarial. Se os trabalhadores estão sendo punidos, os gestores que aprovaram também deverão ser punidos”, disse
Orientado pela assessoria jurídica, o sindicato enviou documento para o governador, Rui Costa, e para o secretário da Administração, Edelvino da Silva Góes Filho, pedindo esclarecimentos sobre os cortes dos salários. A entidade também adotará as medidas cabíveis para reverter a situação.
Manifestação no HGE
 
Os servidores realizarão um protesto em frente ao HGE, com passeata em direção à Vasco da Gama, na segunda-feira (3). Na terça-feira (4) será realizada nova assembleia-geral, no Ginásio dos Bancários, às 8h, quando a categoria definirá a participação ou não na campanha nacional Dia D da Vacinação. “Se não tiver vacinação a culpa é do governo que não negocia com a categoria e ainda tira nossos direitos. Os burocratas têm o poder da caneta, mas nós temos o poder das ruas”, enfatizou Inalba.