Servidores da saúde paralisam atividades e protestam no CAB
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Em ritmo de grande mobilização os servidores da Sesab paralisaram as atividades por 24 horas e realizaram manifestação no Centro Administrativo nesta quarta-feira (15). Concentrados em frente à Assembleia Legislativa, para chamar a atenção dos deputados sobre a situação do funcionalismo público, os trabalhadores saíram em caminhada até a Governadoria, onde os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado da Bahia (Sindsaúde-Ba) e do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed) entregaram ao gabinete do Governador, um documento reafirmando a posição de rejeição à proposta apresentada pelo governo de reajuste de 3,5% em março e 2,9% em novembro, além de apresentarem outras reivindicações dos servidores da saúde.
As entidades também entoaram o coro do Dia Nacional Dia Nacional de Paralisação contra o PL 4330, que tramita no Congresso Nacional estabelecendo a terceirização indiscriminada em qualquer área do setor público e privado. A paralisação atingiu diversas unidades de saúde na capital e interior e a administração central da SESAB, no CAB.
Mesmo com a chuva forte que caiu em Salvador e paralisação do serviço de transporte, os servidores da saúde protestaram durante toda a manhã entoando palavras de ordem, com faixas e cartazes pedindo valorização do servidor, reajuste digno, não ao corte da insalubridade e da extensão de jornada, fim da privatização e melhores condições de trabalho e assistência à população.
Por todo o estado da Bahia, nas sedes das ex-Dires, os servidores aderiram à paralisação, dando caráter estadual ao movimento, a exemplo de Sto Antonio de Jesus, Guanambi, Ilhéus, Amargosa, Irecê, Feira de Santana, Barreiras, Jequié, entre outros.
A diretora do Sindsaúde-Ba, Inalba Fontenelle, afirmou que a manifestação na Assembleia Legislativa teve o objetivo de chamar atenção dos deputados para que não aprovem o projeto de lei que regulamenta o reajuste do funcionalismo público estadual, sem que a proposta seja discutida e aprovada por todas as categorias. Lembrou que os servidores públicos estaduais completaram no dia 10 de abril 100 dias sem reajuste salarial.
Ela destacou também que, caso o impasse permaneça, não está descartada a deflagração de uma greve da categoria. A diretora do Sindsaúde-Ba e vereadora de Salvador, Aladilce Souza, manifestou-se dizendo que “é preciso que o governo dê prioridade aos servidores públicos da saúde que prestam serviço essencial à população”.
Aladilce lembrou também da importância da luta contra a privatização da saúde e por concurso público. “Hoje estamos enfrentando no país o maior perigo que pode ser colocado contra os trabalhadores, que é a aprovação do PL 4330, que retira direitos dos trabalhadores. Nós que somos da área da saúde sabemos o que significa isso. É preciso dizer não à terceirização. A aprovação desse projeto provocará o desmonte do SUS”, afirmou. O Sindsaúde-Ba realizará uma nova assembleia nesta sexta-feira (17), no auditório do Sindicato dos Bancários, às 16 horas para definir os próximos rumos do movimento.
Nova rodada de negociação
Em nova rodada de negociação entre o governo e servidores estaduais em torno do reajuste linear de 2015 terminou ainda sem um acordo, na noite desta quarta-feira (15), na sede da Secretaria de Relações Institucionais do Estado (Serin). O Sindsaúde-Ba, o Sindmed e a APLB-Sindicato mantiveram-se contrários à proposta apresentada pelo governo de conceder 3,5% retroativos a março e 2,91% em novembro, além de 2,43% em novembro para as categorias cuja remuneração ainda não se equipara ao salário mínimo – as três entidades desejam 6,41% linear, retroativo a janeiro, além das reivindicações de cada categoria. Uma nova rodada de negociação foi marcada para o dia 4 de maio, às 15h. Até lá, as categorias continuarão em suas bases, fazendo assembleias até o dia da reunião.
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